Confiança de Serviços sobe 2,8 pontos em janeiro

Com o resultado, o ICS saiu de 67,6 pontos para 70,4 pontos no período

Rio – O Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 2,8 pontos na passagem de dezembro para janeiro, na série com ajuste sazonal, informou na manhã desta sexta-feira, 29, a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com o resultado, o ICS saiu de 67,6 pontos para 70,4 pontos no período. Para a instituição, os dados demonstram redução do pessimismo entre os empresários, mas o cenário ainda inspira cautela.

“Se de um lado ampliam-se os sinais de que o auge da queda na curva de confiança tenha ficado para trás, de outro é possível perceber que há claro predomínio de uma percepção ainda muito negativa sobre o andamento dos negócios, expressa sobretudo na continuidade da intenção das empresas em prosseguir o ajuste do nível de emprego do setor às novas condições da demanda”, diz o economista Silvio Sales, consultor da FGV, em nota.

Ao todo, 11 das 13 atividades investigadas tiveram alta na confiança na passagem do mês. O resultado geral foi determinado tanto pela percepção sobre o momento corrente quanto pelas expectativas em relação aos meses seguintes.

É a primeira vez desde fevereiro de 2014 que há uma combinação favorável entre os dois componentes do índice.

Em janeiro, o Índice de Situação Atual (ISA-S) teve alta de 4,3 pontos, para 70,0 pontos, após recuo de 0,4 ponto em dezembro. Já o Índice de Expectativas (IE-S) subiu 1,2 ponto, para 71,3 pontos, após aumento de 2,4 pontos na mesma base de comparação.

A coleta de dados para a edição de janeiro da sondagem foi realizada junto a 1.968 empresas entre os dias 6 e 26 deste mês.

Demanda

A melhora na confiança do setor de serviços em janeiro foi impulsionada pelo maior otimismo dos empresários em relação à situação dos negócios no presente e no futuro.

Por outro lado, as empresas continuam sinalizando que o nível de demanda está abaixo do desejado, o que mantém nos planos das companhias efetuar demissões, apontou a FGV.

Em janeiro, 26,8% dos empresários ouvidos pela instituição apontaram que planejam cortes de funcionários nos próximos três meses. A proporção dos que pretendem contratar é praticamente um terço disso: 9,1%.

A demanda reduzida é o principal obstáculo ao investimento, inclusive em pessoal. Reclamação crescente dos empresários desde o fim de 2014, a demanda insuficiente foi apontada como fator limitativo por 39,8% dos empresários neste mês. Em janeiro do ano passado, essa fatia era de 31,0%.

É por conta desses resultados que a FGV recomenda cautela na análise dos dados da confiança deste mês. Por outro lado, a elevação foi puxada tanto pela percepção sobre a situação atual quanto sobre o futuro.

Em relação à situação atual, a melhora foi motivada por seus dois elementos, com destaque para o aumento em 5,6 pontos do indicador que mede a o grau de satisfação dos empresários em relação à situação atual dos negócios.

Já a alta nas expectativas foi determinada pelo avanço em 2,6 pontos do indicador que mede o otimismo em relação à evolução da situação dos negócios nos seis meses seguintes.