Confiança de empresário recua pelo segundo mês consecutivo, diz CNI

O dado de maio é resultado tanto do recuo da confiança diante das condições atuais dos negócios quanto das expectativas para os próximos seis meses

Brasília – O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) de maio teve uma queda de 1,2 ponto em relação a abril, ficando em 55,5 pontos. É o segundo recuo consecutivo do indicador. Em abril, o Icei estava em 56,7 pontos, o que representou um queda de 2,3 pontos ante março.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 21, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). “As duas quedas consecutivas, de abril e maio, interrompem uma sequência de oito meses de crescimento, ou pelo menos estabilidade, do Icei”, cita o estudo.

Apesar da queda, o índice de maio mostra que empresários ainda seguem otimistas. O indicador varia de zero a cem pontos, e resultados acima de 50 pontos refletem confiança do empresariado. A confiança é maior nas grandes empresas, com 56,9 pontos. As médias vêm em segundo lugar, com 55,1 pontos, e as pequenas são as menos otimistas, com Icei de 53 pontos em maio.

O dado de maio, segundo o estudo, é resultado tanto do recuo da confiança diante das condições atuais dos negócios quanto das expectativas para os próximos seis meses em relação ao desempenho das empresas e da economia. O índice de condições atuais caiu para 50,1 pontos. O índice de expectativa recuou para 58,2 pontos, mas, como segue acima dos 50 pontos, indica manutenção da confiança dos industriais para os próximos seis meses.

“Esses resultados podem derivar de certa frustração dos empresários quanto à intensidade da recuperação econômica observada nos primeiros meses deste ano, que está aquém do esperado”, avalia a CNI.

Por setor, a indústria extrativa é a mais otimista (57,6 pontos), seguida da indústria de transformação (55,8 pontos) e, por último, da indústria da construção (53,8 pontos)

A entidade explica que o Icei ajuda a entender as tendências da indústria e da economia. Empresários confiantes tendem a ampliar a produção e os investimentos, o que estimula o crescimento da economia.

Nesta edição do estudo, foram consultadas 2.673 empresas, das quais 1.065 pequenas, 1.000 médias e 608 de grande porte. As entrevistas ocorreram no período de 2 a 14 de maio.