Concessões brasileiras são vencedoras, diz Mantega

Ministro tentou pintar um cenário otimista para o futuro próximo da economia brasileira e afirmou que o país está numa clara trajetória de recuperação

Nova York – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que as concessões públicas de infraestrutura que vão a leilão são “projetos vencedores” para os investidores internacionais. “Os investidores se digladiam por retornos de 1%, 1,5% ao ano. Nós estamos oferecendo concessões de longo prazo, com renatabilidades de 15%”, afirmou Mantega.

O ministro está em Nova York vendendo a economia brasileira e o pacote de cerca de 230 bilhões de dólares em concessões públicas em áreas como rodovias, portos e aeroportos. A expectativa, segundo o ministro, é que de 30% a 50% do total desses investimentos venha do exterior.

Em sua apresentação no evento ”A Oportunidade da Infraestrutura no Brasil”, organizado pela grupo Bandeirantes e pelo banco Goldman Sachs, Mantega tentou pintar um cenário otimista para o futuro próximo da economia brasileira. Em 45 minutos, e com a ajuda de mais de uma dezena de gráficos, ele afirmou que o país está numa clara trajetória de recuperação: “Há oscilações, mas certamente vamos terminar este ano com resultado melhor (que o do ano passado) e passar para 2014 com a economia em modo de crescimento”.

Mantega ressaltou a importância do plano de leilões e concessões públicas no setor de infraestrutura e disse que a participação de brancos privados estrangeiros será fundamental para o sucesso da iniciativa. “Criamos um modelo baseado em rentabilidade”, disse Mantega. Mais de uma vez, ele fez comparações com a China. Os chineses, afirmou o ministro, construíram a infraestrutura antes da demanda. No Brasil a demanda já existe. Mantega mencionou o crescimento no número de passageiros nos aeroportos, que aumentou 182% entre 2002 e 2012, e também nas vendas de veículos, que cresceram cerca de 150% no mesmo período.

Mas a única pergunta que a fala de Mantega suscitou não teve a ver com os planos do governo, e sim com a OGX, grupo de Eike Batista. Um dos presentes perguntou qual era o plano de reestruração da companhia. “Infelizmente, ou felizmente, esse não é um problema do governo”, disse o ministro. “Trata-se de uma empresa privada. Ela afetou a bolsa, e esperamos que possa se reestruturar para não atrapalhar as atividades do mercado de capitais.”

Leia agora o que disse a presidente Dilma Rousseff no evento.