Concentração de vencimentos faz dívida pública cair 1,29%

Dívida pública mobiliária – em títulos públicos – interna caiu de R$ 2,079 trilhões para R$ 2,051 trilhões

Brasília – A concentração de vencimentos de títulos prefixados fez a Dívida Pública Federal (DPF) cair 1,29% em outubro. De acordo com dados divulgados há pouco pela Secretaria do Tesouro Nacional, a DPF fechou o mês passado em R$ 2,155 trilhões, com queda de R$ 28,2 bilhões em relação à de setembro.

A dívida pública mobiliária – em títulos públicos – interna caiu de R$ 2,079 trilhões para R$ 2,051 trilhões. Isso ocorreu porque, no mês passado, o Tesouro resgatou R$ 48,4 bilhões em títulos a mais do que emitiu.

Esse resgate foi parcialmente compensado pelo reconhecimento de R$ 20,2 bilhões em juros.

O reconhecimento se dá porque a correção que o Tesouro se compromete a pagar aos investidores é incorporada gradualmente ao valor devido.

A dívida pública externa fechou outubro em R$ 104,53 bilhões, com leve queda de 0,05% em relação ao valor de setembro, quando tinha atingido R$ 104,58 bilhões.

Apesar da volatilidade cambial nos últimos meses, o dólar caiu 0,28% em outubro, mas o motivo principal da queda foi a quitação de cerca de R$ 80 milhões de dívidas federais com credores privados a agências governamentais de outros países.

O principal fator que contribuiu para a queda da dívida pública em outubro foi o elevado volume de vencimentos de títulos. Apenas em outubro, R$ 84,4 bilhões foram resgatados.

A maior parte desse total, R$ 81,3 bilhões, correspondeu a títulos prefixados (com juros fixos definidos com antecedência).

A concentração de vencimentos de títulos é típica do primeiro mês de cada trimestre por causa do fim do prazo de vigência de títulos prefixados. Dessa forma, a Dívida Pública Federal costuma registrar queda no estoque em janeiro, abril, julho e outubro.

Apesar da queda em outubro, o próprio Tesouro reconhece que a DPF voltará a subir nos próximos meses. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado no fim de janeiro, a tendência é que o estoque da Dívida Pública Federal encerre o ano entre R$ 2,17 trilhões e R$ 2,32 trilhões.