Com economia pior do que previsto, China surpreende e mantém juros

Banco central chinês deixou inalteradas as taxas de juros de curto prazo do mercado monetário, surpreendendo os mercados financeiros e analistas

Pequim – A China divulgou dados de atividade em maio mais fracos do que o esperado, ampliando a visão de que a economia está finalmente começando a desacelerar sob o peso de uma prolongada repressão sobre os empréstimos mais arriscados que eleva os custos de empréstimos a empresas e consumidores.

A produção industrial, o investimento e as vendas no varejo cresceram menos do que o esperado, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira, compensando dados comerciais favoráveis e sugerindo mais fraqueza à frente se Pequim persistir com as duras medidas contra a poluição industrial e gastos questionáveis de governos locais.

Ampliando as incertezas sobre as condições econômicas, o banco central chinês ainda deixou inalteradas as taxas de juros de curto prazo do mercado monetário mais cedo nesta quinta-feira, surpreendendo os mercados financeiros e analistas que esperavam que a autoridade monetária seguisse os passos do aperto monetário nos Estados Unidos.

O crescimento do investimento em ativo fixo da China desacelerou a 6,1 por cento no período entre janeiro e maio sobre o ano anterior, ritmo mais lento desde fevereiro de 1996 e ante expectativa de 7,0 por cento

As vendas no varejo em maio expandiram 8,5 por cento sobre o mesmo período de 2017, ritmo mais fraco desde junho de 2003 de acordo com cálculos da Reuters e contra projeção em pesquisa de alta de 9,6 por cento

Já a produção industrial avançou 6,8 por cento sobre o ano anterior, informou a Agência Nacional de Estatísticas, contra estimativa de analistas de expansão de 6,9 por cento e após alta de 7 por cento em abril.

Embora o crescimento no primeiro trimestre tenha sido melhor do que o esperado, economistas consultados pela Reuters ainda projetam que a economia da China desacelere gradualmente para cerca de 6,5 por cento este ano, de 6,9 por cento em 2017.