Logística precisa de quase R$ 1 tri em investimento, diz CNT

O documento listou 2.045 projetos prioritários em todos os modais, incluindo a movimentação de cargas e passageiros

Brasília – Para finalmente destravar os gargalos de logística de transportes no país, seriam necessários investimentos de quase R$ 1 trilhão, aponta um estudo divulgado nesta sexta-feira, 22, pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT).

O documento listou 2.045 projetos prioritários em todos os modais, incluindo a movimentação de cargas e passageiros, que somados chegam a R$ 987 bilhões.

Para se ter uma ideia, todo o Programa de Investimentos em Logística (PIL) do governo federal soma empreendimentos avaliados em R$ R$ 270,1 bilhões – em uma conta que inclui o sempre adiado Trem de Alta Velocidade (TAV) a um custo de R$ 35,6 bilhões.

De acordo com a CNT, as necessidades do Brasil são maiores para que o desenvolvimento do país seja alavancado por meio de empreendimentos que darão maior competitividade ao setor produtivo.

Além de projetos de integração nacional, o estudo elaborado pela entidade também inclui diversos empreendimentos urbanos voltados principalmente para o transporte público em 18 regiões metropolitanas do país.

“Uma significativa parcela da infraestrutura de transporte, em todas as modalidades, encontra-se obsoleta, inadequada ou ainda por construir. Algumas delas operam no limite ou mesmo acima da sua capacidade, enquanto outras carecem de manutenção”, afirma o documento.

Dentre as obras listadas estão a construção e duplicação de rodovias, a expansão de hidrovias, a dragagem em portos, a implantação de ferrovias, a construção e ampliação de aeroportos, além da construção e de adequações de terminais de cargas, entre outros.

Além disso, o estudo elenca corredores de ônibus e trens de passageiros, monotrilhos, metrôs e terminais de passageiros.

A CNT alerta ainda que a retomada dos investimentos públicos em infraestrutura de transportes não tem sido suficiente para adequar a oferta dos serviços à demanda do país.

Por isso, a entidade considera importante que o setor privado aumente sua participação nesses projetos.