CNI: otimismo da indústria é o menor desde abril de 2009

Dados são do Índice de Confiança do Empresário Indústrial divulgado hoje pela Confederação Nacional da Indústria

Brasília – Após ter ficado estável em setembro, o otimismo nas fábricas brasileiras voltou a cair em outubro e chegou ao seu menor patamar desde abril de 2009, segundo o Índice de Confiança do Empresário Indústrial (Icei) divulgado hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em uma escala onde valores acima de 50 pontos indicam otimismo, a confiança do empresariado chegou a 54,6 pontos, recuando 1,8 pontos em relação ao desempenho do mês anterior.

Em relação a outubro do ano passado, a queda foi ainda maior, de 8,2 pontos. Com isso, o indicador completa o sexto mês consecutivo abaixo de sua média histórica, de 59,4 pontos. De acordo com a CNI, a deterioração do Icei em outubro foi puxada pelo desempenho da indústria extrativa, que apresentou o maior recuo no indicador (5,9 pontos).

Ainda assim, é a indústria de transformação que continua demonstrando menos otimismo, seguida pela construção civil. Para o economista da CNI, Marcelo de Ávila, a redução contínua da confiança na indústria se deve à manutenção das perspectivas negativas para a economia mundial, com impacto no setor produtivo brasileiro.

Da mesma forma, a avaliação dos empresários sobre as condições atuais da economia brasileira segue a mesma trajetória de queda, ficando cada vez mais distante da linha divisória dos 50 pontos. Em setembro, essa percepção registrava 48,3 pontos, caindo para 46,5 pontos em outubro. Já a avaliação sobre a situação das empresas recuou do nível estável de 50,4 pontos para o patamar preocupante de 48,4 pontos.

Com isso, as perspectivas para os próximos seis meses também continuaram a piorar, tanto para o rumo da economia nacional quanto para o horizonte de negócios das companhias. O indicador, que havia ficado em 60,4 pontos em setembro, caiu para 58,6 pontos este mês. Para cinco dos 26 setores pesquisados, incluindo a indústria automobilística, o cenário futuro é de franco pessimismo, com índice abaixo dos 50 pontos.