China comemora US$ 64 bilhões em acordos do “Um Cinturão, Uma Rota”

Presidente chinês procurou convencer os céticos de que projeto "Um Cinturão, Uma Rota" trará crescimento sustentável para todos os envolvidos

Pequim – O presidente da China, Xi Jinping, comemorou neste sábado acordos de mais de 64 bilhões de dólares assinados nesta semana no âmbito da iniciativa do “Um Cinturão, Uma Rota”, e procurou convencer os céticos de que o projeto de infraestrutura trará crescimento sustentável para todos os envolvidos.

Xi disse que os princípios de mercado nortearão os projetos de cooperação e que sua iniciativa de reconstruir a antiga Rota da Seda que ligava a Ásia à Europa trará desenvolvimento de qualidade e com respeito ao meio ambiente.

“Mais e mais amigos e parceiros se juntarão à cooperação do Cinturão e Rota”, disse Xi Jinping no final do seu discurso. “Essa cooperação terá alta qualidade e perspectivas brilhantes.”

Xi e outras autoridades têm repetidamente tentado assegurar aos parceiros e potenciais participantes de que Pequim não pretende sobrecarregá-los com grandes dívidas e que o projeto deve beneficiar a todos os envolvidos.

Um comunicado conjunto emitido no fim do encontro informou que líderes concordaram com um financiamento do projeto que respeite as metas globais de dívida e promova crescimento “verde”, em linha com um esboço ao qual a Reuters teve acesso na semana passada.

Em outro comunicado, a China afirmou que assinou um memorando de entendimento com vários países, incluindo Itália, Peru, Barbados Luxemburgo e Jamaica.

“Tudo isso mostra que a cooperação do Cinturão e Rota está de acordo com o seu tempo, fortemente apoiado, com as pessoas no centro e beneficiando a todos”, afirmou o presidente.

Dados da Refinitiv mostram que o valor total dos projetos chega a 3,67 trilhões de dólares e envolve países da Ásia, Europa, África, Oceania e América do Sul.

Algumas nações parceiras reclamaram do alto custo dos projetos, lançados em 2013. Já alguns governos do Ocidente veem a iniciativa como uma forma de a China aumentar sua influência no mundo, deixando países pobres com dívidas insustentáveis.

A China anunciou nesta semana que criará uma estrutura de dívida sustentável para “prevenir e resolver riscos de débito”.