CCR não participará de disputa por PPP da Tamoios

O presidente da companhia, Renato Vale, já havia indicado que a CCR seria ainda mais criteriosa em suas ofertas por novos ativos

São Paulo – A CCR não vai apresentar proposta pela PPP Nova Tamoios, confirmou a companhia nesta quarta-feira, 18. O grupo de concessões, que havia informando que estava estudando o projeto, não entrou em detalhes sobre sua decisão.

No entanto, o presidente da companhia, Renato Vale, já havia indicado que a CCR seria ainda mais criteriosa em suas ofertas por novos ativos, tendo em vista o número de concessões incorporadas ao longo do último ano.

Entre as concessões conquistadas pela CCR somente no ano passado, estão o metrô de Salvador, o aeroporto de Confins-Belo Horizonte e a BR-163/MS.

A companhia prevê investir quase R$ 4 bilhões neste ano em seus projetos, um volume recorde em seus 15 anos de existência.

Os interessados na Parceria Publico Privada (PPP), na modalidade concessão patrocinada, da Nova Tamoios devem apresentar nesta manhã suas propostas, na sede da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).

Podem participar da concorrência empresas nacionais ou estrangeiras, isoladamente ou reunidas em consórcio. Entre os grupos que devem apresentar proposta estão o consórcio formado pela EcoRodovias, Odebrecht TransPort e Serveng, e o Grupo Galvão.

Ainda restam dúvidas sobre a possível participação de outros grupos que vêm sendo bastante ativos nos recentes leilões de rodovias, como Invepar, Queiroz Galvão e Triunfo, além da Arteris.

A PPP da Tamoios prevê a duplicação da rodovia entre os quilômetros 60 e 82, mais a gestão da estrada entre os quilômetros 11,5 e 83,4, além dos contornos viários de Caraguatatuba e São Sebastião.

A obra de duplicação contempla 12,6 quilômetros de túneis e 2,5 quilômetros de viadutos.

Os investimentos somente na duplicação do trecho de serra da Tamoios somam R$ 2,9 bilhões. Outro R$ 1 bilhão será aplicado ao longo dos 30 anos do contrato.

A concessão contempla um aporte de recursos por parte do Estado de R$ 2,185 bilhões durante os primeiros cinco anos.