Catástrofes globais geraram perda de US$ 175 bilhões em 2016

Em todo o mundo, cerca de 11.000 pessoas perderam suas vidas ou desapareceram em desastres naturais ou provocados no ano passado

São Paulo – As perdas econômicas totais por catástrofes naturais e desastres causados pelo homem totalizaram US$ 175 bilhões em 2016, quase o dobro dos US$ 94 bilhões de 2015, de acordo com o mais recente estudo do Instituto Swiss Re.

Em todo o mundo, cerca de 11.000 pessoas perderam suas vidas ou desapareceram em desastres no ano passado, uma diminuição em comparação com os mais de 26.000 em 2015.

O Furacão Matthew, a primeira tempestade de categoria 5 a se formar sobre o Atlântico Norte desde 2007, causou a maior perda de vidas em um único evento, mais de 700 mortes, a grande maioria no Haiti.

As perdas seguradas globais somaram US$ 54 bilhões em 2016, US$ 38 bilhões a mais em comparação ao ano anterior. O prejuízo econômico foi o maior dos últimos quatro anos e inverteu a tendência de queda desde 2012.

Em 2016, terremotos, furacões, inundações e incêndios florestais deixaram um rastro de perdas humanas e econômicas assustador.

Segundo o relatório da Swiss Re, houve 327 eventos em todo o mundo, dos quais 191 foram catástrofes naturais e 136 causados pelo homem (como incêndios provocados e acidentes aéreos e marítimos).

Assim como nos quatro anos anteriores, a Ásia foi a mais atingida em termos de número de desastres (128) e perdas econômicas resultantes (aproximadamente US$ 60 bilhões). O terremoto que atingiu a Ilha Kyushu, no Japão, em abril, causou as maiores perdas econômicas, estimadas entre US$ 25 bilhões e US$ 30 bilhões.

Em termos de devastação causada, houve eventos de grande escala em todas as regiões, incluindo terremotos no Japão, Equador, Tanzânia Itália e Nova Zelândia.

No Canadá, um incêndio florestal nas regiões de Alberta e Saskatchewan se tornou o maior  evento de perda de seguro do país em todos os tempos. Fortes inundações também causaram estragos nos EUA, Europa e Ásia.