Captações externas somam US$ 9,7 bi em março, diz Anbima

Com 70%, a operação passa a responder pela maior parcela do funding das companhias brasileiras neste primeiro trimestre de 2014

São Paulo – As captações externas no mês de março alcançaram US$ 9,7 bilhões, de acordo com boletim da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). A operação passa a responder pela maior parcela do funding das companhias brasileiras neste primeiro trimestre de 2014, com uma fatia de 70%.

“O dado convertido em reais no mês de março é o maior volume para o período na série histórica desde 2008, superando, inclusive, os primeiros três meses de 2012, ano bastante movimentado para as captações corporativas”, diz o documento.

Ainda se acordo com o relatório de mercado de capitais da Anbima, de janeiro a março as captações externas somam US$ 17,187 bilhões.

Por sua vez, o segmento doméstico de dívida atingiu no primeiro trimestre deste ano R$ 17,3 bilhões, abaixo dos volumes registrados no mesmo período dos três últimos anos.

Para o mês de março, a Anbima destaca que as companhias brasileiras “se beneficiaram do cenário de menor volatilidade e realizaram captações externas em elevado volume”, lembrando que a Petrobras liderou o movimento com captação de US$ 8,5 bilhões em seis tranches, com prazos de três a trinta anos.

“As operações apresentaram elevada demanda, apesar da perspectiva de maior seletividade dos investidores internacionais, que têm exigido melhores créditos e taxas. Neste sentido, os anúncios de novas operações para o próximo período parecem suavizar o impacto do rebaixamento da nota de crédito do Brasil, realizado no final do mês, sobre as captações corporativas”, ressalta o boletim.

No mercado doméstico, o foco do mês foi renda fixa. As captações com títulos de dívida somaram R$ 5,4 bilhões, puxadas por debêntures, que totalizaram R$ 3,8 bilhões. Entre as doze operações do mês, apenas uma foi realizada via ICVM 400, a da Ouro Verde Locação e Serviço. Em volume, destacaram-se s emissões da Energisa, de R$ 1,5 bilhões, e da Natura, de R$ 600 milhões.