Caem as vendas e o lançamento de imóveis novos em São Paulo

Foram comercializadas 963 unidades, sendo quase a metade (40%) apartamentos de um dormitório

São Paulo – A procura por imóveis novos na cidade de São Paulo recuou 65,4% em outubro na comparação com o mês anterior e 55,4% na comparação com outubro do ano passado, no segundo pior desempenho mensal.

Foram comercializadas 963 unidades e quase a metade (40%) são apartamentos de um dormitório. Os imóveis de dois dormitórios representaram pouco mais de um terço (35,6%); os de três dormitórios 20,5% e os de quatro ou mais, 4,3%.

Os dados são da pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP, o sindicato da Habitação. Com base em levantamentos da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio ( Embraesp), o Secovi informou que também diminuiu o número de lançamentos com 2.336 unidades, ou 41,9% abaixo de setembro e 20,9% menor do que o registrado em outubro de 2013.

Incluindo as demais ofertas em andamento, nos últimos 15 meses, o total de imóveis a venda somam 23.652, o que representa um aumento de 5,9% sobre o mês anterior e 40,6% acima de outubro de 2013.

A média de vendas no ano atingiu 1.534 unidades e o total acumulado de janeiro a outubro somou 15.337 unidades ou 44,7% inferior a igual período de 2013.

Em relação ao volume de negócios calculado com base no Valor Global de Vendas (VGV) e corrigido por meio do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) houve queda de 63% sobre setembro último e 55,6% na comparação com outubro do ano passado, totalizando R$ 531 milhões.

Já na região metropolitana de São Paulo, incluindo a capital, houve queda de 27,1% nas vendas em outubro sobre setembro último, com 3.499 unidades negociadas.

Sobre outubro de 2013, o recuo atingiu 24,2%. Segundo o Secovi, esse desempenho ruim se refere à capital paulista. Ao isolar os negócios na cidade de São Paulo, observa-se alta de 26,1% nas vendas com 2.536 unidades. Também ocorreu alta de 3,3% na comparação com igual mês de 2013.

A participação destes municípios nas vendas atingiu 72% do total registrado na região metropolitana, taxa superior à média histórica de 45%.

O economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, justificou que o calendário de outubro com as eleições prejudicaram o desempenho no mês.

“Dois finais de semana, que representam os melhores dias para o mercado imobiliário, foram dedicados à votação em primeiro e segundo turnos das eleições presidenciais, as mais disputadas dos últimos tempos e que trouxeram certa insegurança quanto ao futuro do País”, afirmou ele.