Brasil tenta eliminar déficit de R$ 125 bi cortando canetas

Compras não são centralizadas e cada divisão do governo escolhe entre 47 tipos de canetas esferográficas, além de 36 tipos de grampeadores e 47 de cola

As coisas estão tão ruins em Brasília que até canetas podem entrar nos cortes.

Para cada real gasto com artigos de papelaria, o governo gasta o dobro com logística, segundo a Folha de S.Paulo. Por essa razão, o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão está repensando seu sistema e centralizando as aquisições de lápis e outros materiais do tipo.

Pelo fato de cada divisão do governo poder escolher os itens desejados, há 47 tipos de canetas esferográficas na lista — além de 36 tipos de grampeadores, 47 de cola e mais de 50 variedades de blocos de notas.

O governo quer reduzir a lista total de grampeadores, envelopes e similares — de 1.900 itens atualmente — para 50, segundo a Folha.

São tantos os produtos encomendados todos os anos que o governo alugou salas para armazená-los. O ministro do Planejamento, Gleisson Rubin, disse à Folha que a situação está fora de controle. O governo agora busca um único provedor que atenda todas as suas necessidades e vai fazer uma licitação.

A ideia faz sentido e poderia acabar gerando uma economia de R$ 13 milhões por ano, segundo a Folha. Mas o dinheiro poupado seria de pouca ajuda frente ao déficit fiscal que totalizou R$ 125 bilhões no período de 12 meses até abril.