Brasil tem superávit comercial recorde para julho, de US$6,3 bi

No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o superávit da balança comercial já é de US$ 42,514 bi, alta de 50,6% em relação ao ano passado

Brasília – O Brasil registrou superávit comercial de 6,298 bilhões de dólares em julho, melhor para o período da série histórica iniciada em 1989, em mais um mês de dado recorde, embalado pela alta nas exportações, informou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) nesta terça-feira.

Em pesquisa Reuters junto a analistas, a expectativa era de um superávit de 6,39 bilhões de dólares. De um lado, as exportações em julho avançaram 14,9 por cento sobre igual mês de 2016, pela média diária, a 18,769 bilhões de dólares.

De outro, o crescimento das importações na mesma base de comparação foi de apenas 6,1 por cento, a 12,471 bilhões de dólares.

No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o superávit da balança comercial já é de 42,514 bilhões de dólares, alta de 50,6 por cento sobre o mesmo período do ano passado, e bem próximo ao resultado alcançado em todo o ano de 2016 (47,683 bilhões de dólares).

De olho nessa dinâmica, o MDIC melhorou em junho sua expectativa para a performance anual, passando a enxergar um superávit recorde de mais de 60 bilhões de dólares para a balança em 2017.

Destaques

As exportações tiveram alta generalizada em julho, sendo de 19,0 por cento em produtos básicos, de 12,6 por cento em manufaturados e de 8,7 por cento em semimanufaturados, sempre sobre igual mês do ano passado.

No grupo dos básicos, que puxou o avanço geral, o destaque ficou com petróleo em bruto (+72 por cento, a 1,6 bilhão de dólares), minério de ferro (+18,2 por cento, a 1,2 bilhão de dólares) e soja em grão (+4,6 por cento, a 2,5 bilhões de dólares).Na ponta das importações, houve um crescimento expressivo em combustíveis e lubrificantes, de 57,3 por cento ante julho do ano passado.

Também ficaram no azul as compras de bens intermediários (+6,8 por cento) e bens de consumo (+3,4 por cento). Por outro lado, as importações de bens de capital recuaram 22,7 por cento sobre um ano antes.