Brasil registra superávit de US$4,227 bi em julho, abaixo do esperado

Resultado representa recuo de 32,7 por cento sobre igual mês do ano passado, afetado pelo aumento significativo nas importações

Brasília – O Brasil registrou superávit comercial de 4,227 bilhões de dólares em julho, divulgou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) nesta quarta-feira, recuo de 32,7 por cento sobre igual mês do ano passado, afetado pelo aumento significativo nas importações.

O resultado também veio abaixo do superávit de 5,714 bilhões de dólares esperado por analistas em pesquisa da Reuters.

Em julho, as importações subiram 42,7 por cento sobre julho do ano passado, pela média diária, a 18,643 bilhões de dólares.

As exportações também avançaram, mas em ritmo muito mais lento. A alta foi de 16,4 por cento na mesma base de comparação, a 22,870 bilhões de dólares.

Nos primeiros sete meses de 2018, o saldo positivo das trocas comerciais soma 34,160 bilhões de dólares, recuo de 19,6 por cento sobre igual intervalo do ano passado.

“Como esperávamos e prevíamos no começo do ano, o saldo de 2018 deve ser menor em relação ao resultado de 2017 por conta da atividade econômica e de uma demanda maior por importação”, afirmou o diretor de Estatísticas e Apoio às Exportações do MDIC, Herlon Brandão.

No ano, o ministério ainda prevê que superávit da balança comercial brasileira ficará no patamar de 50 bilhões de dólares, ante 67 bilhões de dólares de 2017.

Destaques

Em julho, as importações foram puxadas por um avanço expressivo dos bens de capital, que cresceram 239,8 por cento em relação ao mesmo mês do ano passado.

O MDIC informou que o movimento ocorreu principalmente pela compra de duas plataformas de petróleo no valor de 3,3 bilhões de dólares no mês.

As importações de bens intermediários também cresceram 22,3 por cento em julho, ao passo que o avanço em bens de consumo foi de 20,1 por cento e de combustíveis e lubrificantes, de 0,5 por cento.

Já no caso das exportações, a expansão em julho foi impulsionada pela alta de 48,3 por cento de produtos básicos, com destaque para as vendas de soja em grão (+53,4 por cento, a 4,1 bilhões de dólares) e de petróleo em bruto (+112,1 por cento, a 3,5 bilhões de dólares).

Por outro lado, houve queda nas vendas de produtos semimanufaturados (-11,8 por cento) e manufaturados (-6,2 por cento).