Brasil não precisa renovar acordo com FMI, diz Palocci

<I>Ministro também repetiu que o objetivo do governo continua sendo não exercer os direitos de saque concedidos pelo Fundo Monetário Internacional</I>

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, negou nesta quinta-feira (10/2) que o governo esteja preparando outro acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Ao sair de reunião sobre a nova Lei de Falências com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Palocci reafirmou que o governo vai decidir a questão apenas em março, na décima e última visita oficial de uma missão do organismo. “Não temos necessidade de renovação do acordo”, disse Palocci.

Ele também repetiu que o objetivo do governo continua sendo não sacar os recursos. De fato o país não recorre ao dinheiro disponível pelo acordo com o FMI desde 2003. O acerto vigente, assinado em setembro de 2002 e renovado em dezembro de 2003, conferiu ao Brasil o direito de sacar até 40,1 bilhões de dólares.

Palocci enfatizou que as metas com a instituição foram cumpridas com folga e pela primeira vez em uma década a dívida líquida do setor público recuou como proporção do Produto Interno Bruto (PIB). Assim, as condições macroeconômicas para a não renovação estariam asseguradas.

Mas o ministro também aproveitou para reiterar a posição brasileira favorável à criação de mecanismos preventivos nos contratos futuros com o FMI, como garantia contra choques externos. “Se vencermos o debate, esse instrumento poderá surgir daqui alguns anos”, disse.

Com informações da Agência Brasil.