Brasil está indo tão bem quanto no governo Lula, diz Meirelles

Ministro da Fazenda voltou a defender que o vencedor das eleições em 2018 priorize uma agenda de mudanças modernizantes na economia brasileira

São Paulo – O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quarta-feira, 13, em entrevista à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul, apostar na vitória de um candidato, nas eleições presidenciais do ano que vem, que priorize uma agenda de mudanças modernizantes na economia brasileira, mudanças que gerem emprego, reduzam a inflação e juros, melhorem a qualidade de vida da população, foquem nas reformas necessárias que o País precisa e fujam das bandeiras populistas.

Indagado se seria este candidato, já que vem pregando pelo País, como condutor da economia brasileira, um discurso baseado nessas premissas, Meirelles voltou a dizer que tomará uma decisão a esse respeito apenas entre final de março e começo de abril do próximo ano.

“Agora é foco total na economia, gosto de olhá-la com números e estamos na direção certa”, destacou Meirelles na entrevista. Ao falar de suas ações para a criação empregos, manutenção da inflação e juros em níveis mais baixos e consolidação do crescimento, ele disse que a atual agenda econômica é liberal e vem contribuindo para reduzir o tamanho do Estado.

“Com o estabelecimento do teto dos gastos públicos, o tamanho governo federal – que já foi superior a 20% – chegará a 15% do PIB.” E disse que isso contribui para muitos avanços, inclusive a redução de impostos.

“O brasileiro não aguenta pagar mais imposto; mas agora estamos no caminho certo, da modernização da economia.”

Indagado sobre a possibilidade de disputar o Palácio do Planalto, tendo como concorrente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de quem foi presidente do Banco Central, Meirelles disse que mantém uma relação cordial e de amizade com o petista, que o convidou pra ser a autoridade monetária de seu governo.

Apesar de manter uma relação de amizade com Lula, Meirelles pontuou que os dois têm pontos de vista diferentes. “Não concordo com a atual retórica de Lula”, disse, reiterando que sob sua batuta, o País está voltando ao rumo certo, depois de enfrentar uma das maiores crises de sua história.

O ministro da Fazenda foi indagado também como seria uma eventual disputa entre “criatura e criador”, no caso Lula, que o alçou à vida pública como presidente do BC de sua gestão.

Meirelles refutou tal comparação e deixou claro que ao ser convidado para integrar a equipe do então governo petista, como presidente do Banco Central, já tinha uma carreira bem consolidada, inclusive em nível internacional.

“E quando Lula me chamou, me deu total autonomia para resolver os problemas do País, o que foi bom para ele e para o governo dele, pois sempre respeitou minhas decisões no BC, mesmo não concordando às vezes.” E alfinetou: “Agora o Brasil está indo tão bem ou melhor (do que na gestão de Lula).”

Sobre o debate que estará em pauta no pleito presidencial do ano que vem, Meirelles disse que “é simples”: “Ou vamos manter a presente política que está dando certo, de crescimento e geração de emprego ou vamos voltar atrás em políticas recessivas e gerar desemprego.” E citou que o governo Temer está sob fogo direto da oposição, “o que é normal, faz parte da democracia”.

Meirelles aproveitou a entrevista para alfinetar outro potencial concorrente, o deputado Jair Bolsonaro, dizendo que até o momento ele não esclareceu qual será o seu projeto econômico. “Não está clara linha econômica de Bolsonaro, espero que ele coloque isso com clareza.”

Comentários

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  1. Maurício Oliveira

    Essa declaração mais parece uma propaganda disfarçada para que Lula tenha chance de subir a rampa do Palácio do Planalto mais uma vez. O ruim disso é que outros conhecidos fantasmas poderiam reaparecer no cenário político nacional, o que seria um desastre. E a economia sobreviveria a isso?

  2. Márcio Dos Santos

    Não é por nada que Henrique Meirelles é um economista respeitado no mundo inteiro. Ele sabe muito bem o que está fazendo. Aliás, essa é a segunda vez que ele resolve uma crise praticamente sem controle., justamente nesse momento e no governo Lula!

  3. Sebastião Aguiar

    O medo do desemprego voltou a diminuir graças ao trabalho de Meirelles no comando da Fazenda. Não podemos correr o risco do Brasil voltar ao pior novamente, por isso que estou esperançoso quanto a sua candidatura…