Brasil e Argentina impulsionarão acordo com União Europeia

Brasil e Argentina se comprometeram insistir nas negociações para um acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia

Brasília – Brasil e Argentina se comprometeram nesta sexta-feira a insistir nas negociações para um acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) e, além disso, se propuseram a renovar um acordo sobre o comércio automotivo bilateral.

Ambos anúncios foram fruto de uma reunião realizada em Brasília, na qual pela Argentina participaram o chanceler Héctor Timerman e o ministro da Economia, Axel Kicillof, enquanto o Brasil foi representado por seus ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Armando Monteiro.

“Concordamos que queremos apresentar a oferta do Mercosul à UE e assim estimular o bloco europeu a apresentar a sua”, explicou Monteiro a jornalistas sobre essas negociações, que se arrastam sem sucesso há mais de uma década.

Monteiro destacou que houve também concordância no sentido da renovação do acordo sobre comércio automotivo entre ambos países, que perderá validade no próximo mês de junho.

“O setor automotivo representa cerca da metade do comércio bilateral e houve convergência no sentido de prorrogá-lo”, declarou o ministro, antecipando que a renovação poderia ser por um ano ou “um pouco mais”.

Kicillof, por sua parte, assinalou que durante a reunião foram tratados “todos” os assuntos da relação bilateral, com ênfase na necessidade de “continuar afiançando a integração produtiva”.

Também explicou que foram discutidas diversas “questões financeiras”, embora sem mais detalhes.

Nesse sentido, o ministro da Economia argentino manifestou seu agradecimento pelo “firme apoio” que o Brasil deu a seu país no litígio que mantém com os chamados “fundos abutre”, que detêm parte de sua dívida externa.

Timerman uniu-se a essas palavras e agradeceu a “solidariedade” que o Brasil “expressou em todos os fóruns internacionais” e insistiu que é necessário que os organismos multinacionais “entendam que é preciso buscar uma saída a esse problema”.