BPC e reforma da previdência rural não terão apoio, diz líder do PSD

Depois de se reunir com Paulo Guedes, o deputado André de Paula afirmou que o BPC e a aposentadoria rural são pontos de consenso no partido

Brasília — O líder do PSD na Câmara, deputado federal André de Paula (PE), afirmou nesta terça-feira, 2, após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que as questões ligadas ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e à aposentadoria rural são “ponto pacificado no partido”. Segundo ele, nestes dois casos, a sigla não apoiará as mudanças propostas no projeto de reforma da Previdência.

No encontro desta quarta, segundo o deputado, não foram tratados especificamente de mudanças no texto da Previdência. Para ele, o processo da reforma “caminha bem” e o presidente da República, Jair Bolsonaro, “melhorou muito” e “faz o que é preciso”.

O deputado também qualificou como “positivo” o encontro com Guedes e disse que o ministro cumpre seu “papel fundamental” ao se encontrar com deputados. “Guedes faz seu papel e ouve os parlamentares”, disse André de Paula.

O líder do PSD também confirmou que o governo continuará a defender os pontos apresentados no projeto de reforma, pelo menos neste momento. “Na CCJ, vamos tratar apenas de constitucionalidade”, lembrou o deputado. Nesta quarta-feira, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara deve receber o ministro Paulo Guedes.

Apoio

Também presente ao encontro com Guedes, o deputado federal Júlio César de Carvalho Lima (PSD-PI), afirmou que o ministro pediu o apoio da bancada do partido. Segundo ele, a bancada saiu do encontro convencida da necessidade da reforma, “mas obviamente com essas exclusões” – acrescentou, em referência ao BPC e à aposentadoria rural.

“Pelo documento encaminhado (pelas lideranças, solicitando a exclusão dos dois pontos na proposta), acho que está fora”, disse o deputado. “Guedes não falou textualmente que vai tirar. Ele ficou em silêncio. Mas parece ter concordado”, afirmou.

Nesta terça, também após reunião com Guedes e parlamentares, o secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse que o governo defenderá o projeto na forma como foi apresentado, mas ponderou que, se a maioria no Congresso defender, o BPC e a aposentadoria rural serão suprimidos da proposta.