Bolsonaro: Ataque dos EUA vai impactar no preço do petróleo no Brasil

Ao comentar ataque, que gerou preocupação internacional, o presidente disse ainda que não pode intervir no preço do combustível

Brasília — O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que tentou falar com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, sobre uma possível alta de combustíveis no país devido ao ataque dos Estados Unidos que matou o general Qassim Suleimani, comandante da força de elite iraniana Quds, mas não conseguiu.

Na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro admitiu que a ação dos EUA vai impactar o preço do petróleo no mercado internacional, o que pode repercutir no Brasil. “Que vai afetar, vai”, disse ele a jornalistas.

O presidente disse ainda que não pode intervir no preço do combustível e destacou que, quando foi feito no passado uma política de tabelamento de preços, não deu certo.

No mercado internacional, os contratos futuros do petróleo já começaram a subir cerca de 3 dólares nesta sexta-feira (03), depois da ação dos americanos. Há forte preocupação sobre a interrupção do fornecimento de petróleo.

O petróleo Brent subia 2,95 dólares, ou 4,45%, a 69,2 dólares por barril, às 8:19 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos avançava 2,62 dólares, ou 4,28%, a 63,8 dólares por barril.

Ataque

Na noite desta quinta-feira (02), o general e herói iraniano Qasem Soleimani e o líder paramilitar iraquiano Abu Mehdi al-Muhandis morreram em um ataque dos Estados Unidos contra o Aeroporto de Bagdá, três dias após manifestantes pró-Irã tentarem invadir a embaixada americana na capital do Iraque, confirmou o Pentágono.

Segundo o departamento americano de Defesa, a ordem para liquidar Soleimani partiu diretamente de Donald Trump.

“Sob as ordens do presidente, o Exército americano adotou medidas defensivas decisivas para proteger o pessoal americano e estrangeiro e matou Qasem Soleimani”, informou o Pentágono.

O ataque provocou preocupações em todo o mundo, com pedidos de calma para evitar uma “escalada”, enquanto Teerã promete represálias. O guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, ameaçou “vingar” a morte de Soleimani e decretou três dias de luto nacional.