China é desafio gigantesco para indústria têxtil, diz BNDES

Modelo de negócios do setor mudou e empresas brasileiras devem investir em peças com design diferenciado para construir "ativos intangíveis", diz Coutinho

São Paulo – Em discurso durante a entrega da medalha pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit), o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Luciano Coutinho, fez uma análise do mercado para o setor.

Para Coutinho, que veio a São Paulo receber a homenagem em nome do banco, o modelo de negócios da indústria têxtil mudou e as empresas brasileiras devem investir em peças com design diferenciado para a construção de “ativos intangíveis”.

Coutinho lembrou as dificuldades enfrentadas pelas empresas têxteis brasileiras com o crescimento da China nos últimos 15 anos.

Mas ressaltou que o cenário é diferente para quem investe em design.

“Se olharmos do lado da marca, do branding que vem do varejo, da moda, para a indústria, o quadro é diferente”, afirmou.

Durante a solenidade de homenagem, Coutinho foi chamado, em tom de brincadeira, de “anjo da guarda” do setor e o BNDES foi comparado a um oásis que a indústria têxtil encontra durante uma caminhada no deserto.

O presidente do BNDES ressaltou números do setor que, segundo ele, representa cerca de 7% do valor agregado da indústria de transformação.