Atividade econômica do Sudeste apresenta queda

Segundo o Banco Central, as demais regiões brasileiras também registraram redução no ritmo de crescimento

Brasília – A moderação na atividade econômica do Brasil no segundo semestre do ano passado se refletiu nas regiões do país em intensidades variadas. A informação consta do Boletim Regional, com informações e indicadores econômicos de cada região, divulgado hoje (10) pelo Banco Central (BC).

De acordo com o BC, o Sudeste foi a região que apresentou pior desempenho, “mesmo em ambiente de crescimento das vendas varejistas”. O Índice de Atividade Econômica Regional – Sudeste (IBCR-SE) caiu 0,2% no trimestre encerrado em novembro, em relação ao finalizado em agosto, período em que houve estabilidade. O resultado “evidenciou, em especial, a queda trimestral de 3,4% na atividade industrial, impactada por decréscimos na produção em 15 dos 23 segmentos industriais analisados”. No acumulado de 12 meses, o IBCR-SE cresceu 4,1%, em novembro, ante 5,3% em agosto.

A economia da Região Centro-Oeste apresentou ritmo de expansão menor no trimestre encerrado em novembro, em relação ao finalizado em agosto. Segundo o BC, isso aconteceu devido principalmente ao menor dinamismo da indústria. “Esse movimento esteve associado, em especial, ao menor dinamismo da indústria, excepcionalmente elevado no trimestre finalizado em agosto, em função de especificidades das indústrias farmacêuticas de Goiás, com recuo de 11,8% no trimestre finalizado em novembro, em relação ao finalizado em agosto, quando se expandira 16,1%, no mesmo tipo de comparação”. Com isso, a expansão trimestral do Índice de Atividade Econômica Regional – Centro-Oeste (IBCR-CO) diminuiu 1,2 ponto percentual e chegou a 1%, no período. Em 12 meses, o indicador caiu de 5,3%, em agosto, para 4,3%, em novembro.


O menor dinamismo na produção e nas vendas varejistas levou o Índice de Atividade Econômica Regional – Norte (IBCR-N) a crescer 0,7% no trimestre, expansão 0,9 ponto percentual inferior à assinalada no trimestre finalizado em agosto. Em 12 meses, o indicador variou 4,8% em novembro, ante 5% em agosto.

O relatório do BC também destaca que “o menor dinamismo registrado pela economia da Região Sul no último semestre de 2011 refletiu, em especial, a retração do setor industrial e a desaceleração do crescimento do emprego e das vendas varejistas”. O Índice de Atividade Econômica Regional – Sul (IBCR-S) cresceu 0,6% no trimestre encerrado em novembro, em relação ao encerrado em agosto, quando havia aumentado 1%, na mesma base de comparação. Em 12 meses, o indicador aumentou 4,2% em novembro, em relação a igual período de 2010, ante expansão de 4,8% em agosto.

O Índice de Atividade Econômica Regional – Nordeste (IBCR-NE) cresceu 0,3% no trimestre encerrado em novembro, em relação ao terminado em agosto, quando havia aumentado 0,6%, no mesmo tipo de comparação. De acordo com o BC, o aumento “refletiu a continuidade de expansão da atividade de serviços, evidenciada no crescimento da ocupação no setor”.

Na avaliação do BC, “a economia nordestina manteve dinamismo superior ao da economia do país em 2011”. Há perspectivas favoráveis de investimentos programados para a região e manutenção do crescimento do mercado doméstico, favorecidas pelo aumento do salário mínimo, da renda e da continuidade dos programas de transferência de renda do governo federal.