As notícias de economia mais importantes da semana – 12/07

Taxa de juros e mudança na projeção do FMI para o crescimento da América Latina foram destaque

São Paulo – Nessa semana o Comitê de Política Monetária se reuniu e decidiu elevar a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 8,50% ao ano, como era esperado pelo mercado.

O FMI rebaixou novamente sua projeção para o crescimento da economia brasileira em 2013 e em 2014 – e sugeriu que o país invista em infraestrutura para aumentar seu potencial de crescimento.

Veja as principais notícias de economia da semana:

FMI reduz estimativa de crescimento do mundo e do Brasil…

O FMI reduziu suas estimativas para o crescimento global. Essa foi a quinta vez desde o início de 2012 que o FMI fez isso. Os motivos são a desaceleração dos mercados emergentes e a prolongada recessão na Europa.

A projeção do Fundo para o crescimento em 2013 passou de 3,3% para 3,1%. Para 2014, a expectativa caiu de elevação de 4% para 3,8%. O Brasil não escapou da revisão. A projeção de crescimento da economia brasileira em 2013 passou de 3% para 2,5%. Para 2014, a revisão foi de crescimento de 4% para 3,2%.

Desde meados de 2012, o FMI vem cortando sucessivamente as projeções de desempenho da economia brasileira. O fundo ainda recomendou ao Brasil aumentar seu potencial de crescimento com investimentos em infraestrutura.

… E a Fitch também reduziu sua projeção para o Brasil

A Fitch reduziu sua projeção de alta do PIB da América Latina nessa semana. A projeção de crescimento passou de 3,3% para 2,9%. As maiores taxas de crescimento esperadas pela Fitch são as das economias da Bolívia, Chile, Peru, Panamá e Paraguai. Já Brasil e México, deverão puxar o PIB da América Latina para baixo. A agência projeta taxa de crescimento de 2,5% e 3% do PIB, respectivamente. Segundo a Fitch, o Brasil enfrenta um conflito difícil entre crescimento e inflação.


Hoje, o Banco Central divulgou seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado espécie de sinalizador do PIB. O índice registrou retração de 1,4% em maio ante abril, de acordo com dados dessazonalizados.

Os cortes ainda não vieram…

O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia falado que um corte de despesas seria anunciado nessa semana. Até às 17 horas dessa sexta-feira, nada de anúncio. No começo da semana, foi dito que um corte de 12 bilhões de reais deveria ser anunciado até quarta-feira, antes do final do Copom.

Acredita-se que o anúncio do corte de despesas virá acompanhado da redução oficial da estimativa de crescimento do PIB em 2013 – de 3,5% para 3%.

… E Mantega pede menos gastos

Em reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) nessa semana, o ministro da Fazenda fez um apelo para que os parlamentares não aprovem propostas que resultem em aumento de gastos públicos. Segundo o presidente da Câmara, o Congresso é parceiro do governo na manutenção da responsabilidade fiscal.

Na reunião, Alves e Mantega discutiram a renegociação da dívida dos estados e dos municípios e a proposta de Orçamento impositivo (que não pode ser cortado pelo governo).

Juros sobem

O Copom optou por uma nova alta de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros. A Selic foi para 8,50% ao ano na terceira alta consecutiva desse ano. O comunicado emitido após a reunião repetiu o do encontro anterior, quando os juros também subiram 0,50 ponto percentual. O Copom afirmou que “avalia que essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano”.


O Brasil ficou mais perto do primeiro lugar no ranking que compara as taxas de juros reais praticadas em 40 países. O Brasil vem subindo pouco a pouco e passou do 4º lugar para o 2º no ranking elaborado pelo MoneYou.

Dólar chega a 2,27 reais

Na quarta-feira, o dólar chegou a 2,2770 real na máxima, após atuação do Banco Central. O dólar fechou cotado a 2,270 reais. Esse foi o dia que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) divulgou a ata de sua última reunião, o que fez o dólar perder força no exterior, influenciando a desaceleração dos ganhos também no Brasil. No ano, a moeda acumula elevação de 11%.

O índice Big Mac, divulgado hoje pela revista Economist, indica que, mesmo com a recente desvalorização do real, a moeda segue sobrevalorizada. Por aqui, o lanche é 16,0% mais caro do que nos Estados Unidos. Mas já foi pior: em janeiro, a sobrevalorização era de 29,2%. No índice ajustado por PIB per capita, o Brasil tem o Big Mac mais caro, sobrevalorizado em 71,6%.

Desemprego cai

O mercado de trabalho brasileiro segue aquecido. É o que mostra o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), elaborado pela FGV. O indicador recuou 2,5% em junho ante maio, ajustado sazonalmente.

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) caiu 1,3% em junho em relação a maio, também dados com ajuste sazonal. O resultado indica desaceleração do ritmo de contratações de mão de obra nos meses seguintes, de acordo com a FGV.