Artesp apresenta consórcios interessados na Nova Tamoios

Critério de julgamento da licitação é o de menor valor de contraprestação anual ofertada, a ser paga pelo governo paulista. Valor máximo é de R$ 156,864 milhões

São Paulo – A Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) divulgou nesta quarta-feira, 18, a composição completa dos consórcios que entregaram propostas pela PPP Nova Tamoios.

O consórcio Novos Caminhos é liderado pela Galvão Engenharia (69%) e tem também a Construtora Aterpa M Martins (30%) e a empresa de engenharia e construção Toniolo, Busnello (1%).

Já a Via Nova Tamoios, liderada pela EcoRodovias (37,7%) em parceria com a Odebrecht (19,6%) e a Serveng (18,85%), conforme o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, havia antecipado, tem também a participação de EMS Participações (18,85%) e Infravix (5%).

Do consórcio Desenvolvimento Nova Tamoios, liderado pela J&F Investimentos (75%), participam também a Concremat (10%), a Strata Construções (9%), a espanhola Acciona Infraestructuras (5%) e a EIT Engenharia (1%).

Finalizam a lista de proponentes pela PPP Nova Tamoios o Consórcio Litoral Norte, formado por empresas do grupo Queiroz Galvão, e o Consórcio Triunfo Participações e Investimentos, com a Construtora Triunfo.

Os interessados na concessão patrocinada, que prevê a construção de uma segunda pista no trecho de serra da rodovia dos Tamoios, e a operação por 30 anos de toda a rodovia, incluindo os trechos de planalto e contorno viário de São Sebastião e Caraguatatuba, entregaram na manhã de hoje suas propostas à Artesp.

Mas o vencedor da licitação só deve ser conhecido em agosto. A comissão de licitação avaliará todos os documentos entregues, o que deve levar cerca de dois meses.

Neste momento, a sessão pública está suspensa para o almoço. Às 15 horas será retomada para a abertura dos segundos envelopes das propostas – com as habilitações jurídica, fiscal, econômico-financeira, trabalhista e técnica.

Conforme a diretora-geral da Artesp, Karla Bertocco, somente as avaliações destes documentos pode levar até um mês. Depois deles ainda serão avaliadas a metodologia de execução e, finalmente, a proposta de preço.

O critério de julgamento da licitação é o de menor valor de contraprestação anual ofertada, a ser paga pelo governo paulista. O valor máximo é de R$ 156,864 milhões.

Para aquela com a menor contraprestação anual ainda será analisado o plano de negócios, que deverá atender às exigências do edital, para que seja considerada a vencedora da licitação.

Caso não atenda aos requisitos, passa-se então à analise do plano de negócios do segundo melhor colocado.