Alta do PIB de 2017 sobe de 0,72% para 0,73%, aponta Focus

Para 2018, o mercado manteve a previsão de alta do PIB, de 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,30%

Brasília – Após recuo do Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) em agosto, o mercado financeiro elevou levemente sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2017. A expectativa de alta para o PIB deste ano foi de 0,72% para 0,73% no Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 23. Há um mês, a perspectiva estava em 0,68%.

Para 2018, o mercado manteve a previsão de alta do PIB, de 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,30%.

Na semana passada, o Banco Central (BC) informou que o IBC-Br cedeu 0,38% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal. Em relação a agosto do ano passado, o índice sem ajuste sazonal subiu 1,64%. No acumulado de 2017 até agosto, o IBC-Br acumula leve alta de 0,31%. Para boa parte dos economistas, apesar do recuo na margem do IBC-Br em agosto, a atividade no País segue em processo de recuperação.

Em 21 de setembro, o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) trouxe as projeções atualizadas do BC para o crescimento do PIB: 0,7% em 2017 e 2,2% em 2018. Posteriormente, o Ministério do Planejamento também divulgou sua projeção para o PIB este ano, de alta de 0,5%.

No Focus de hoje, a projeção para a produção industrial deste ano foi de avanço de 1,18% para alta de 2,00%. Há um mês, estava em 1,05%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 2,50% para 2,73%, ante 2,40% de quatro semanas antes.

Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 foi de 52,25% para 52,23%. Há um mês, estava em 52,15%. Para 2018, a expectativa no boletim Focus foi de 55,72% para 55,90%, ante 55,65% de um mês atrás.

Balança comercial

Os economistas do mercado financeiro elevaram suas projeções para a balança comercial em 2017 e 2018. A estimativa de superávit comercial este ano foi de US$ 63,73 bilhões para US$ 64,75 bilhões, ante US$ 62,00 bilhões de um mês antes. Na estimativa mais recente do Banco Central (BC), atualizada no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro, o saldo positivo de 2017 ficará em US$ 61,00 bilhões.

Para o próximo ano, os economistas do mercado subiram a projeção de superávit comercial de US$ 50,55 bilhõespara US$ 51,50 bilhões. Há um mês, a expectativa era de US$ 50,00 bilhões. Já a projeção do BC é de superávit comercial de US$ 51,0 bilhões em 2018.

No caso da conta corrente, as previsões contidas no Focus para 2017 indicaram déficit de US$ 15,00 bilhões, igual a uma semana e a um mês antes. A estimativa do BC para o déficit em conta em 2017 é de US$ 16,0 bilhões.

O mercado alterou a projeção de rombo nas contas externas em 2018, de US$ 31,00 bilhões para US$ 30,50 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 31,00 bilhões. Neste caso, a previsão do BC é de déficit em conta de US$ 30,0 bilhões em 2018.

Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será mais do que suficiente para cobrir o resultado deficitário, tanto em 2017 quanto em 2018. A mediana das previsões para o IDP em 2017 manteve-se em US$ 75,00 bilhões. Há um mês, estava no mesmo patamar. A projeção atual do BC para este ano também é de IDP de US$ 75,00 bilhões.

Para 2018, a perspectiva de volume de entradas de investimento direto, de acordo com o Focus, foi de US$ 78,50 bilhões para US$ 80,00 bilhões. Há quatro semanas, estava em US$ 77,50 bilhões. Já o BC calcula US$ 80,00 bilhões de IDP para o próximo ano.

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