Alimentos no varejo encarecem na 1ª prévia do IGP-M

Outras três classes de despesas avançaram na passagem do mês, levando o IPC a subir 0,30%, contra 0,18% na primeira prévia de setembro

Rio – Os preços de alimentos ganharam força no varejo e foram a principal contribuição para a aceleração do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no âmbito da primeira prévia de outubro do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M).

Outras três classes de despesas avançaram na passagem do mês, levando o IPC a subir 0,30%, contra 0,18% na primeira prévia de setembro.

O grupo Alimentação avançou 0,45% na primeira prévia de outubro, após ter ficado praticamente estável (0,01%) em igual apuração em setembro.

Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), as hortaliças e legumes, que passaram muitas semanas em queda e haviam ficado 7,15% mais baratas no mês passado, voltaram a subir, com alta de 0,74%.

Além dos alimentos, ganharam força os grupos Comunicação (-0,17% para 0,63%), diante de uma alta de 0,13% nas tarifas de telefone residencial, após queda de 1,91%, e um avanço de 1,12% nas tarifas de telefone móvel; Transportes (0,05% para 0,24%), com uma alta de 0,63% na gasolina; e Vestuário (-0,37% para 0,25%), com um reajuste de 0,25% nas roupas.

No sentido contrário, desaceleraram os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,37% para -0,07%), diante da queda de 5,60% em passagens aéreas e do recuo de 1,54% nas diárias de hotéis; Habitação (0,41% para 0,25%), com uma alta menor no valor do condomínio residencial (0,38% para 0,13%); Saúde e Cuidados Pessoais (0,47% para 0,35%), com queda de 0,05% nos itens de artigo e higiene pessoal; e Despesas Diversas (0,40% para 0,04%), após alta de 0,49% nas clínicas veterinárias (menos que os 3,87% do mês anterior).

Construção

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,09%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,12%. A desaceleração veio do índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços, que avançou 0,20% em outubro, após alta de 0,26% na primeira prévia de setembro. O custo da Mão de Obra ficou estável (0,00%) pelo segundo mês consecutivo.