Alemanha não precisa de estímulo e não está em recessão, diz ministro

Exportações alemãs registraram o maior aumento em quase dois anos em setembro, aliviando preocupações sobre economia do país

Berlim — A Alemanha não está perto de uma recessão real, mas está passando por um período de crescimento mais lento, disse o ministro das Finanças, Olaf Scholz, em entrevista à Euronews, acrescentando que a resolução das tensões comerciais, “criadas pelo homem”, ajudaria a impulsionar a economia.

Questionado sobre as solicitações feitas por alguns economistas e políticos para que a Alemanha gaste para revitalizar uma economia em declínio, Scholz disse que, com empregos em níveis recordes e alguns setores enfrentando restrições de capacidade, não há motivos para gastos extras com estímulos.

“Há uma máxima histórica de empregos e há muitos ramos que procuram mão de obra qualificada”, disse o ministro, em comentários publicados nesta sexta-feira. “Temos uma política financeira muito expansionista e o maior investimento público de todos os tempos,”.

As e, mostraram dados desta sexta-feira, proporcionando certo alívio em meio a preocupações generalizadas de que a maior economia da Europa entrará em recessão no terceiro trimestre.

A Agência Federal de Estatísticas da Alemanha disse que as exportações aumentaram 1,5% no mês com ajuste sazonal. Esse foi o maior aumento desde novembro de 2017, e superou as expectativas dos economistas de um aumento de 0,4%.

“Embora não haja dúvida de que a indústria está em recessão, toda a economia alemã pode ter evitado outra contração – e, portanto, uma recessão técnica – no último minuto”, disse Carsten Brzeski, economista do ING.

A economia alemã encolheu 0,1% no segundo trimestre e dados recentes sugeriram que a manufatura teve um desempenho ruim no terceiro, o que poderia colocar a Alemanha em uma recessão técnica – geralmente definida como dois trimestres seguidos de contração.

“Os dados comerciais de hoje sugerem que não houve praticamente nenhum impacto negativo do comércio líquido sobre o Produto Interno Bruto do terceiro trimestre”, disse Brzeski, acrescentando que o consumo privado parece ter aumentado um pouco e que a construção deve ter sido estável ou positiva.