Crise econômica de Minas Gerais seria desafio para Janot

Para enfrentar Pimentel, possível candidato à reeleição, Rodrigo Janot, estaria sendo sondado por diversos partidos

Mais um estado tenta hoje sair das cordas em termos financeiros. O governo de Minas Gerais paga hoje a segunda parcela do salário de julho dos servidores públicos que ganham acima de 3.000 reais. O pagamento deveria ter sido feito na quarta-feira, mas não foi depositado por falta de dinheiro nas contas do Executivo estadual. O estado, governado por Fernando Pimentel (PT), passa por uma crise crônica em suas finanças e os atrasos acontecem pelo menos desde o início de 2016.

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Mesmo com a crise e envolvido em escândalos de corrupção, Pimentel deve tentar a reeleição em 2018 caso não seja impedido pela Justiça – recentemente, foi citado inclusive como presidenciável pelo ex-presidente Lula. Caso venha a ser candidato ao governo do estado novamente, ele pode ter um concorrente de peso. O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, estaria sendo sondado por diversos partidos. EXAME noticiou em sua última edição, nas bancas desde ontem, que a Rede lhe fará um convite ao término de seu mandato de procurador, no fim de setembro.

Janot nunca deu indícios de que entraria para a política. Desde que sua atuação passou a tornar-se mais popular, no entanto, políticos tentam imaginar seu próximo passo. O grupo ligado a Michel Temer o coloca como candidato ao governo de Minas há muito tempo, com intenção de afirmar que sua atuação à frente do órgão tem cunho político.

Este mesmo grupo conta os dias à espera a segunda denúncia de Janot contra o presidente. Por algum tempo, políticos chegaram a avaliar que o procurador estava enfraquecido demais politicamente e por isso deixaria de fazê-la, mas agora é uma questão de quando. O texto base já está sendo elaborado. A dúvida é quanto aos crimes que serão incluídos, provavelmente organização criminosa e obstrução de Justiça. É certo que a delação do doleiro operador do PMDB, Lúcio Funaro, fechada nesta semana, será inclusa. Janot permanece no cargo até o dia 17, quando assume a nova procuradora-geral, Raquel Dodge. Até lá, novas flechas devem ser lançadas em direção ao Planalto.