Surfistas podem combater mudanças climáticas pegando onda

Benjamin Thompson desenvolveu sensor sem fio, batizado de SmartPhin, que pode ser acoplado à prancha de surfe, com função de coletar dados sobre acidificação

São Paulo – Ninguém é mais dedicado a estar no mar do que surfistas, acredita o engenheiro Benjamin Thompson.

Por isso mesmo, diz que eles são as pessoas perfeitas para ajudar a combater a acidificação dos oceanos, causada pelas mudanças climáticas. E sem qualquer esforço!

Thompson, que também é surfista, desenvolveu um sensor sem fio, batizado de SmartPhin, que pode ser acoplado à prancha de surfe, com a função de coletar dados sobre acidificação.

Dessa forma, ele pretende transformar todos os surfistas em pesquisadores de informações.

Além de ser uma forma econômica de reunir dados, os novos “cientistas cidadãos” não terão tarefa alguma senão perseguir a onda perfeita e surfar.

Assim que a prancha é retirada da água, o sensor instalado envia informações coletadas via Bluetooth para o smartphone do surfista e, em seguida, para os servidores da startup de Thompson, a Boardformula, que torna disponíveis todos os dados online para cientistas e cidadãos comuns.

A invenção de Thompson concorre ao prêmio Wendy Schmidt Ocean Health X Prize (oferecido pela Schmidt Family Foundation, que investe em pesquisas para o desenvolvimento de energias renováveis e otimização do uso de recursos naturais), que vai dar dois milhões de dólares a desenvolvedores de sensores de pH baratos e precisos, que possam ser implementados em todo o mundo para medir a rápida acidificação dos ambientes marinhos.