Supertempestade mostra poder explosivo de Saturno

São Paulo - Uma tempestade que aconteceu no final de 2010 em Saturno impressionou os pesquisadores pela intensidade e longa duração. Agora, uma nova pesquisa revelou...

São Paulo – Uma tempestade que aconteceu no final de 2010 em Saturno impressionou os pesquisadores pela intensidade e longa duração. Agora, uma nova pesquisa revelou um poder explosivo do planeta com essa supertempestade ao arremessar na alta atmosfera uma enorme quantidade de gelo sugada das profundezas do gigante gasoso.

Esse tipo de tempestade costuma aparecer no hemisfério norte de Saturno a cada 30 anos terrestres, em média. Os primeiros sinais da mais recente tempestade apareceu pela primeira vez em dados de rádio da sonda Cassini, em 5 de dezembro de 2010.

Depois disso, a tempestade também pode ser vista em imagens de astrônomos amadores. Logo o fenômeno cresceu para proporções de supertempestade. A partir de dados coletados pela Cassini, os cientistas detectaram pela primeira vez gelo formado a partir de água no planeta.

Essa água é originária das profundezas da atmosfera de Saturno, segundo a Nasa (agência espacial americana). A equipe, liderada por Lawrence Sromovsky, da Universidade de Wisconsin, descobriu que as partículas que formam as nuvens no topo da tempestade são compostas de gelo de água, gelo de amônia e possivelmente por hidrosuslfeto de amônia.

O cientista do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, Kevin Baines, um dos autores do estudo, afirmou em nota que a descoberta mostra que Saturno pode desenterrar materiais a mais de 160 quilômetros de profundidade. A supertempestade foi tão forte que sugou e lançou para o alto bilhões de toneladas de cristais de gelo e amônia.

Segundo Sromovsky, é como se essa enorme tempestade jogasse as partículas para cima, como um vulcão que ejeta um material trazido das profundezas. Apesar de parecer um planeta tranquilo, pode ser mais “explosivo” que Júpiter, conhecido por tempestades monstruosas.

As informações sobre o estudo foram divulgadas nesta terça-feira (3) pela Nasa. Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica “Icarus”.