Quilonova: colisão cósmica explica explosões misteriosas

São Paulo - O Telescópio Espacial Hubble, da Nasa, desvendou um mistério ao descobrir um novo tipo de explosão cósmica, a Quilonova. Durante o evento, dois objetos...

São Paulo – O Telescópio Espacial Hubble, da Nasa, desvendou um mistério ao descobrir um novo tipo de explosão cósmica, a Quilonova. Durante o evento, dois objetos muito densos, como duas estrelas de nêutrons (restos de estrelas que explodiram em uma supernova), se chocam.

O Hubble conseguiu captar a bola de fogo enquanto ela perdia sua luz após uma breve explosão de raios gama (GRB). O fenômeno aconteceu em uma galáxia a 4 bilhões de anos-luz da Terra.

Os dados foram analisados por cientistas da Universidade de Leicester, no Reino Unido. A observação resolveu o mistério das explosões de raios gama curtos.  

Explosões de raios gama são as explosões mais intensas já detectadas. São flashes de radiação de alta energia que emitem tanta energia em um segundo quanto o Sol emitirá em toda sua vida de 10 bilhões de anos.

Essas explosões surgem de direções aleatórias no espaço e podem ser longas e curtas. Os cientistas já sabem que as explosões de raios gama longas são produzidas pelo colapso de estrelas muito grandes. Mas as rajadas curtas ainda eram um mistério para a astronomia.

Os novos dados permitiram a identificação de que as emissões de raios gama de curta duração acontecem quando um par de estrelas de nêutrons superdensas em um sistema binário entra em espiral e colide. Também pode acontecer quanto uma estrela de nêutrons colide com um buraco negro. Nos milissegundos finais antes da explosão, as duas estrelas se fundem e ejetam um material altamente radioativo, que se aquece e se expande, emitindo um clarão de luz muito rápido.

O resultado desse fenômeno batizado de quilonova é cerca de 1.000 vezes mais brilhante do que a explosão de uma estrela típica, chamada de nova.

Essa colisão de corpos densos também pode emitir gases ricos em nêutrons, que rapidamente formam elementos pesados, como ouro e platina. Por isso, a descoberta pode lançar uma luz sobre a origem de elementos pesados.