Quem é sociável e bom em matemática ganha mais, diz estudo

Estudo demonstra que ter facilidade com números e com relacionamentos tem mais impacto no salário do que há 30 anos

São Paulo – Se você tem jeito com números e costuma se relacionar bem com as outras pessoas, pode comemorar: suas chances de ter um bom salário são altas.

Um estudo recente feito na Universidade da Califórnia, de Santa Bárbara, mostrou que ser bom em matemática e ter boas habilidades sociais traz mais sucesso profissional do que nunca, segundo a Harvard Business Review.

Profissionais que exibem as duas competências ao mesmo tempo tiveram mais ganhos de renda num período de 20 anos do que aqueles que só possuem uma delas. Além disso, apresentar o “combo” diante do mercado de trabalho tem muito mais impacto hoje do que há 30 anos.

A pesquisa comparou dois grupos de estudantes homens, brancos, cursando o último ano do ensino médio nos Estados Unidos e integrando as classes de 1972 e 1992. O estudo contrastou as competências matemáticas e sociais dos dois grupos com as rendas que conquistaram 7 anos depois de se formarem.

Aqueles que acabaram com os maiores salários eram justamente os que eram bons com números, assumiam papéis de liderança na escola e se envolviam com atividades esportivas ou culturais – ou seja, os sociáveis que também eram “craques” em exatas.

“O grupo ligado a esportes e liderança tende mais a assumir um cargo com nível mais alto de responsabilidade para direção, controle e planejamento”, diz o estudo.

O grupo de estudantes brancos e do sexo masculino foi escolhido para a pesquisa pois suas atividades se mantiveram estáveis no período abrangido da pesquisa. Entre 1972 e 1992, esses mesmos índices mudaram muito para mulheres e negros. Os pesquisadores acreditam que os resultados podem, mesmo assim, ser aplicados a outros grupos.

O segredo da “fórmula”

Mas o que torna a soma dessas duas competências tão valiosa? A resposta pode estar nos avanços tecnológicos, segundo outro estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Columbia e da Universidade de Stanford.

O que os acadêmicos argumentam é que, para adotar novas tecnologias, não é suficiente ter treinamento técnico, mas também aprender a se comunicar e a trabalhar em equipe.

Numa época de aceleração dos avanços tecnológicos, conclui a HBR, a economia “premia” quem conseguir apresentar habilidades numéricas e interpessoais para impulsionar a inovação e trazer resultados.