Primeiro semestre deste ano foi o mais quente da história

Entre janeiro e junho, temperatura da superfície da Terra e dos oceanos ficou 0,85ºC acima da média do século XX, de 15,5ºC

Zurique – Os seis primeiros meses de 2015 foram os mais quentes já registrados no planeta. A informação foi publicada na manhã desta terça-feira, 21, pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), com sede em Genebra, e que compara as temperaturas desde 1880.

Entre janeiro e junho, temperatura da superfície da Terra e dos oceanos ficou 0,85ºC acima da média do século XX, de 15,5ºC. O novo registro supera o recorde anterior, de 2010.

Considerando apenas a média das temperaturas na superfície da Terra, a alta é de 1,4ºC acima dos níveis do século passado.

Se os dados mais antigos datam de 1880, a tese dos cientistas é de que o século XX foi o mais quente da história. Registrar um recorde neste período, portanto, teria grandes chances de representar também as temperaturas mais elevadas já registradas.

Segundo a OMM, diversas regiões do planeta registraram temperaturas superiores às taxas regulares. Isso inclui a Europa, a América do Sul, a África e a América do Norte.

O mês de junho também foi o mais quente já registrado, com uma média acima do padrão em 0,88ºC. Junho foi o terceiro mês no ano a bater recordes. Os outros foram março e maio.

O impacto do calor na Europa, neste período, tem sido importante. Na França, as autoridades apontam para uma mortalidade superior às taxas médias para esses meses do ano e empresas em diversas partes autorizaram seus funcionários a abandonar gravatas e ternos. Em algumas partes do continente, os governos já começa a temer pela falta de água.

Na Suíça, o exército foi convocado a ajudar os criadores de gado a distribuir água aos animais. Pela primeira vez, o país registrou nove dias seguidos com temperaturas acima de 33ºC.

Alertas vermelhos ainda foram emitidos na Bósnia, na Sérvia, na Hungria e na Croácia. Nos Estados Unidos, a onda de calor também atinge diversas regiões.

As elevadas temperaturas também foram sentidas nos polos. O gelo ártico ficou 7% abaixo da média registrada entre 1981 e 2010 e perto dos níveis mínimos, registrados em 2010. Em junho, a extensão do gelo foi a terceira menor desde 1979.