ONU cria missão de emergência para combater ebola no Oeste africano

A missão tem como desafio aumentar 20 vezes a assistência que já vem sendo executada

A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou ontem (18) a criação de uma missão de emergência para combater o ebola no Oeste da África. O anúncio foi feito pelo secretário-geral do organismo, Ban Ki-moon, em Nova York.

A missão tem como desafio aumentar 20 vezes a assistência que já vem sendo executada e terá como linhas prioritárias: deter o avanço da epidemia, atender aos infectados, garantir a prestação de serviços básicos e investir em infra-estrutura sanitária para prevenir futuros surtos do vírus.

Ban Ki-moon reiterou que será necessário investir U$ 1 bilhão para executar a missão, durante seis meses – período previsto para o cumprimento do plano. A ONU já havia divulgado, terça-feira (16), que seria necessário aumentar o aporte de recursos para combater o ebola.

“Em nossa estimativa mais otimista, precisamos aumentar 20 vezes a atenção dispensada ao Oeste africano para neutralizar o ebola”, disse o secretário, e acrescentou: “Decidimos estabelecer a missão de saúde de emergência das Nações Unidas, combinando a perspectiva estratégica da Organização Mundial da Saúde [OMS] com uma capacidade logística operativa eficaz”.

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan,  falou da importância da missão, e salientou que “nenhum de nós, que realizamos tarefas de conter vírus e epidemias, experimentamos até agora uma situação de emergência nesta escala, com tamanha magnitude e sofrimento”.

Mais de 2,5 mil pessoas morreram no Oeste africano por causa do ebola, principalmente na Libéria, Guiné-Conacri e em Serra Leoa. Ela citou nominalmente os esforços dos Estados Unidos, Reino Unido, China e Cuba na mobilização contra o ebola.

“Essa onda de apoio pode ajudar a mudar as coisas para os cerca de 22 milhões de pessoas nos países mais atingidos, cujas vidas e sociedades foram abaladas por uma das doenças mais terríveis do planeta”, frisou.

A China anunciou que enviará equipes médicas para atender as vítimas, assim como Cuba. Os Estados Unidos também decidiram executar um plano anti-ebola, que prevê o envio de militares e profissionais de saúde, bem como U$ 88 milhões de dólares adicionais, além dos U$ 100 milhões que já estavam destinados pelo país para o combate ao ebola.

Editor Stênio Ribeiro