Nova estufa permite plantar couve, soja e batata-doce em Marte

Um grupo de estudantes da Faculdade de Dartmouth, na Inglaterra, desenvolveu uma estufa para o planeta vermelho

São Paulo – Um grupo de estudantes da Faculdade de Engenharia de Dartmouth, Inglaterra, desenvolveu um modelo de estufa para Marte que é capaz de cultivar comida e sustentar astronautas em uma futura missão para o planeta. O equipamento possui uma estrutura que bloqueia radiação solar, um dos problemas de criar plantas no planeta vermelho, além da falta de uma atmosfera como a da Terra.

A estrutura tem capacidade de cultivar frutas e vegetais – couve, soja, batata-doce, batata, brócolis, morango, trigo e junça – em um sistema hidropônico rotativo e cheio de nutrientes. A estufa pode fornecer alimento o suficiente para uma tripulação de quatro astronautas em uma missão de 600 dias em Marte. O modelo também possui uma pista de corrida circular em volta da estrutura, que pode ser usada para recreação.

Os pesquisadores da faculdade provaram que a estufa pode ser transportada da Terra para Marte e que ela pode ser instalada com intervenção humana mínima. Ela pode ser sustentada com poucos recursos e tecnologia, apesar de estar no ambiente hostil do planeta vermelho. Todo o sistema é protegido por uma membrana, que impede a entrada de radiação solar.

Alexa Escalona, uma das gerentes do projeto, diz estar animada com o resultado e acredita que todas as noites de trabalho valeram a pena. O time vai poder utilizar as tecnologias dos laboratórios e oficinas da Nasa, por um período, para poder desenvolver o projeto desejado e realmente lançá-lo.

A estufa, nomeada de Demeter em referência a deusa da colheita pela mitologia grega, venceu o BIG Idea Challenge, um concurso promovido pela Nasa para incentivar o desenvolvimento de tecnologias que podem ser aplicadas na Terra ou no espaço. Apesar da vitória, ainda não é certo que a Nasa utilizará a nova estufa em suas missões em Marte, previstas para a próxima década.

Veja, abaixo, o vídeo de divulgação da Demeter: