Norte da China viverá pior onda de poluição do ano

A visibilidade em Pequim e em algumas regiões vizinhas será reduzida a menos de um quilômetro durante a nova onda de smog

Pequim – Os serviços meteorológicos chineses alertaram nesta quinta-feira que o norte da China sofrerá a pior sequência de poluição do ano desde sábado até a próxima terça-feira, depois que no início deste mês Pequim decretou o primeiro alerta vermelho (o máximo) de sua história.

A visibilidade em Pequim e em algumas regiões vizinhas será reduzida a menos de um quilômetro durante a nova onda de smog, que chegará depois que um temporal frio com fortes ventos aliviou a última sequência de poluição deixando céus azuis durante os passados dias.

O Centro Meteorológico Nacional do país garantiu hoje em comunicado que serão superados os 500 microgramas por metros cúbicos de ar de partículas PM 2,5, as mais prejudiciais para a saúde, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece em 25 microgramas a máxima recomendada para não prejudicar a saúde.

Segundo o centro, citado nesta quinta-feira pela agência oficial “Xinhua”, a poluição será provocada em grande parte pela queima de carvão (mais alta nesta época do ano no norte do país pelas calefações) e as emissões de veículos.

Entre os dias 6 e 9 de dezembro, Pequim manteve o alerta vermelho, o máximo de uma escala de quatro cores (vermelho, laranja, amarelo e azul) por níveis de poluição que, no entanto, foram menores que os registrados dias antes, quando na cidade chegaram a superar os 650 microgramas de partículas PM 2,5.

O alerta vermelha acarreta uma série de medidas, como que os automóveis privados só circulem em dias alternos e a proibição a caminhões pesados de circular por estradas.

Além disso, foram suspensas as obras e as fábricas poluentes reduziram ou pararam sua produção, enquanto foi recomendado às escolas que se mantivessem fechadas e pedido às empresas e instituições oficiais a serem flexíveis com os horários.