Nasa convida público a enviar mensagem que viajará rumo a asteroide

Quando a cápsula voltar, a equipe da missão irá abrir a cápsula do tempo para ver as mensagens e imagens, que serão publicadas na internet

A Nasa, agência espacial americana, convidou o público a enviar mensagens e imagens nas redes sociais. As melhores serão colocadas em uma cápsula do tempo com destino a um asteroide em 2016 e serão lidas  novamente quando a nave retornar ao planeta.

A cápsula OSIRIS-REx encontrará o asteroide Bennu em 2019, onde coletará algumas amostras antes de retornar ao planeta. Quando voltar, em 2023, o material será analisado por cientistas.

As mensagens e as fotos devem ser sobre a exploração do sistema solar em 2014 e as previsões para 2023. “Com o Twitter e o Instagram tente prever como nos comunicaremos daqui uma década e onde estaremos no Sistema Solar”, diz a página da missão.

As mensagens devem ser publicadas com a hashtag #AsteroidMission ou com a tag OSIRIS-REx do Instagram. A publicação pode ser sobre ciência, engenharia, tecnologia e outros assuntos relacionados à exploração espacial hoje e em 2023.

As publicações podem ser enviadas até o dia 30 de setembro. A equipe da missão irá escolher 50 recados e 50 imagens do Twitter e do Instagram para serem colocadas na cápsula do tempo.Quando a cápsula voltar, a equipe da missão irá abrir a cápsula do tempo para ver as mensagens e imagens, que serão publicadas na internet.

(Crédito da foto: Heather Roper/University of Arizona/OSIRIS-REx)

A missão – Com 500 metros de diâmetro, o Bennu ficou conhecido por se aproximar da Terra ao ponto de causar pânico por uma possível colisão. A órbita do asteroide cruza com a da Terra uma vez a cada seis anos. Bennu tem a chance de 0,0005% de acertar nosso planeta em 2018.

Apesar de o risco ser pequeno, é mais perto do que a maioria dos asteroides do nosso Sistema Solar consegue chegar. Esse foi um dos motivos para o asteroide ter sido eleito alvo da cápsula, entre outros motivos.

Sua rocha, por exemplo, é rica em carbono. Isso pode ajudar os cientistas a entender como um asteroide poderia ter dado origem à vida na Terra. Com o material coletado na superfície do asteroide, os pesquisadores poderão descobrir pistas sobre a origem do Sistema Solar e de moléculas orgânicas responsáveis por originar a vida no nosso planeta.