Jatos de buraco negro revelam passado da Via Láctea

Relescópios revelaram que Sagitário A, o buraco negro supermassivo da Via Láctea, de fato emite esses fragmentos

Já faz muito tempo que os astrônomos buscam uma forte evidência de que Sagitário A, o buraco negro supermassivo da Via Láctea, produz jatos de partículas de alta energia.

Agora, telescópios revelaram que o buraco negro, de fato, emite esses fragmentos. A descoberta parece simples, mas aponta informações sobre o passado da nossa galáxia.

Buracos negros supermassivos pesam milhões de vezes mais que o Sol. Eles costumam se esconder nos centros da maioria das galáxias. Sagitário A tem 4 milhões de vezes a massa do Sol e fica a cerca de 26 mil anos-luz de distância da Terra.

Jatos de partículas de alta energia são encontrados em pequenas e grandes escalas em todo o Universo. São produzidos por estrelas jovens e buracos negros quando algum material cai na direção deles e, depois, é redirecionado para fora.

Estudos anteriores já haviam sugerido a presença de jatos de alta energia no buraco negro, mas as conclusões eram contraditórias.

Segundo nota divulgada pela NASA, essa foi a primeira vez que os astrônomos encontraram fortes indícios do que acontece no buraco negro.

Os jatos são importantes no transporte de energia e na regulação do ritmo de formação de novos astros. Segundo os pesquisadores, a identificação das partículas ajuda a entender a direção do eixo de rotação do buraco negro. Isso dá pistas importantes sobre a história de crescimento do buraco negro, disse em nota Mark Morris, da Universidade da Califórnia em Los Angeles e coautor do estudo.

A descoberta já revelou detalhes sobre o passado da nossa galáxia. Isso porque, se a Via Láctea tivesse colidido com outras grandes galáxias nos últimos tempos e seus buracos negros tivessem se fundido em Sagitário A, os jatos emitidos poderiam apontar para qualquer direção.

Os resultados obtidos pelo telescópio espacial Chandra e pelo radiotelescópio da Fundação Nacional de Ciências dos EUA serão publicados na próxima edição do periódico científico “The Astrophysical Journal”.