Frequência do autismo é subestimada, diz pesquisa

Os resultados fazem pensar que o autismo está subdiagnosticado e detecção tem que ser mais rigorosa, diz médico responsável pela pesquisa

Washington – A frequência do autismo é subestimada, revela um estudo realizado na Coreia do Sul e publicado nesta segunda-feira nos Estados Unidos, baseado, pela primeira vez, em uma mostra representativa do conjunto da população infantil escolarizada de um país.

Segundo a pesquisa, uma criança em cada 38 sofre desse fenômeno patológico na Coreia do Sul. Nos Estados Unidos, a taxa estimada é de uma criança em 110.

O estudo sul-coreano, publicado no site do American Journal of Psychiatry, foi realizado por uma equipe internacional de cientistas americanos, canadenses e sul-coreanos. Foram estudadas 55.000 crianças de entre 7 e 12 anos.

“Os resultados fazem pensar que o autismo está subdiagnosticado e que uma detecção rigorosa, assim como estudos baseados em grandes mostras de população poderiam ser necessários para se obter estimativas mais exatas da frequência disso no desenvolvimento”, destaca a médica Geraldine Dawson, da organização Autism Speak que financiou parte da pesquisa.

A divergência entre os especialistas sobre as causas e a frequência do autismo se explica pela variação de critérios para estabelecer o diagnóstico, e também porque os estudos epidemiológicos são incompletos, conclui o médico Young-Shin Kim, do Centro de investigação sobre a Criança, da Universidade de Yale (Connecticut, leste).

O autismo é uma patologia, produto de anomalia neurológica durante o período de desenvolvimento do cérebro, com origem não determinada.