Fazendeiro acha esqueleto de mamute em campo de soja

Fazendeiro atingiu algo duro na terra. Era um dos mais bem conservados fósseis já encontrados nos EUA

São Paulo — James Bristle estava trabalhando a terra de uma fazenda de soja no interior do Michigan, Estados Unidos, quando acertou algo duro. Ele pensou que se tratava de um pedaço de cerca velha enterrada, mas era uma descoberta paleontológica de primeira grandeza.

O que parecia madeira era, na verdade, a costela de um mamute que deve ter morrido há pelo menos 11.000 anos, conforme relata a reportagem do Washington Post publicada nesta sexta.

A estimativa é do professor Daniel Fisher, da Universidade de Michigan, que esteve na fazenda na quinta-feira (1º), dia que o esqueleto foi encontrado. Quase todos os ossos do mamute estavam no local.

Segundo o jornal, a descoberta é importante por que o esqueleto é um dos mais completos já encontrados na região e por que é de um exemplar de mamute, e não de mastodonte, espécie com fósseis mais comuns.

Acreditamos que estamos lidando com um exemplar que foi morto por humanos, diz Fisher. Segundo a teoria do professor, o animal morto poderia ter sido armazenado em um pequeno lago. Era essencialmente carne armazenada, afirma.

A teoria do armazenamento, que já havia sido criada por Fisher antes da descoberta do fóssil da fazenda de soja, poderá agora ser comprovada — ou não. Por lei, os ossos pertencem ao fazendeiro, que precisa decidir se os doará ou não à universidade.

Veja a escavação e assita às explicações do professor Fisher: