EUA: juiz mantém proibição a células-tronco embrionárias

Com a decisão, recursos do Estado continuam bloqueados para financiar pesquisas com as células-tronco

Washington – Um juiz federal americano manteve, esta terça-feira, a ordem proibitiva às pesquisas públicas com células-tronco embrionárias, depois que o governo do presidente Barack Obama reclamou suspendê-la até conhecer a decisão de uma corte de apelações a respeito.

“Segundo este tribunal, uma suspensão seria contrária à vontade do Congresso”, estipulada na emenda Dickey-Wicker, escreveu o juiz Royce Lamberth, em sua decisão.

A emenda de referência estabelece que recursos federais não poderão ser utilizados em pesquisas que levem à destruição de embriões humanos.

“O Congresso tem liberdade para emendar ou revisar esta legislação, algo que este tribunal não pode fazer”, acrescentou Lamberth.

Apoiados neste texto, uma coalizão de grupos, que inclui vários cristãos conservadores, pediu, em nome da proteção da vida humana, uma ordem contra o financiamento das experiências científicas com células-tronco embrionárias, antes de apresentar uma demanda planejada.


O juiz Lamberth tomou decisão favorável e em 23 de agosto, determinou o congelamento temporário dos recursos federais para as pesquisas de referência.

Em março de 2009, o presidente americano suspendeu uma proibição sobre o financiamento federal, imposta por seu antecessor, George W. Bush, por razões morais e religiosas, para pesquisas científicas com células-tronco extraídas de embriões humanos.

A decisão de Obama de reverter a legislação de Bush foi saudada por muitos cientistas, que acreditam que o campo de pesquisa tem grande potencial para tratar graves doenças como o mal de Alzheimer, o Parkinson e a diabetes.

Em 31 de agosto, o governo Obama pediu autorização a uma corte federal para prosseguir com as pesquisas sobre células-tronco embrionárias, enquanto o caso não for resolvido em apelação.

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