Empresa portuguesa apresenta drone pilotado por ondas cerebrais

Desenvolvido pela Tekever, o piloto usa tecnologia de eletroencefalografia para comandar o veículo não tripulado

Uma tecnologia que permite que drones sejam pilotados usando a força do pensamento do piloto foi demonstrada em Portugal na semana passada.

A Tekever, empresa responsável por seu desenvolvimento, afirma que o Brainflight pode ajudar pessoas com movimentos restritos a controlar esses veículos não tripulados, já em curto prazo.

Em longo prazo, a empresa afirma que a pilotagem de grandes jatos, como cargueiros, poderia ser feita sem a necessidade de tripulantes a bordo da aeronave.

Especialista na fabricação de drones para empresas de segurança, forças policiais e exércitos, a Tekever adaptou a tecnologia de eletroencefalografia existente para gerar instruções ao software usado para comandar o veículo não tripulado.

A eletroencefalografia detecta atividade em partes específicas do cérebro. Após vários meses de treinamento, os pilotos são capazes de ensinar seus cérebros a pensar como mover um pequeno círculo em uma tela de computador, que funciona como o manche do drone.

“Acreditamos que as pessoas serão capazes de pilotar aeronaves da mesma forma que fazem atividades corriqueiras como correr ou andar”, afirmou à BBC Ricardo Mendes, presidente da Tekever.

“O Brainflight representa o início de uma tremenda mudança no campo da aviação, melhorando as condições de pilotos e tornando missões mais seguras”, diz Mendes.

O presidente da fabricante de drones afirma que a tecnologia pode encontrar barreiras em questões regulatórias e de segurança, já que os aviões controlados em terra.

Mendes afirma que seu sistema irá incorporar medidas de segurança para neutralizar as consequências de que alguém tenha, por exemplo, uma convulsão enquanto pilota um cargueiro.

“Existem algoritmos que podem impedir que coisas ruins aconteçam. A tecnologia está evoluindo, os regulamentos estão evoluindo”, diz o presidente da Tekever.