Com coração fora do tórax, menina desafia previsão de médicos

Virsaviya Borun nasceu com a pentalogia de Cantrell e seu coração é protegido por uma fina camada de pele

São Paulo – Uma rara condição médica, chamada pentalogia de Cantrell, pode tornar visíveis os batimentos cardíacos de uma pessoa. Identificada em 1958, ela voltou à tona recentemente com o vídeo de uma garota de oito anos que se espalhou pelas redes sociais.

Virsaviya Borun, nascida na Rússia, tem seu coração protegido somente por uma fina camada de pele, uma vez que lhe faltam parte dos ossos do tórax.

Sua história pública data de 2015, quando sua mãe iniciou uma campanha de financiamento coletivo para levantar fundos para o tratamento de Borun–a campanha continua ativa.

A história da garota é contada em um programa da BBC, no qual ela conta que usa roupas macias para não machucar seu coração enquanto brinca. Ela mudou-se para os Estados Unidos com sua mãe em busca de tratamento, o que não foi possível: a saúde da menina não era forte o suficiente por causa de problemas com sua pressão sanguínea. Ao menos, a região tem temperaturas mais elevadas, desse modo, oferecendo melhores condições para a vida da garota (ela mora na Flórida).

Apesar dos diversos alertas de médicos sobre a morte precoce de Borun, ela continua a desafiar expectativas, assim como instiga cardiologistas.

No Instagram, sua mãe, Dani Borun, compartilha fotos de vídeos da garota regularmente.

Um estudo científico publicado no Jornal Brasileiro de Cirurgia Cardiovascular, em 1995, define a pentalogia de Cantrell como uma rara anomalia congênita, “caracterizada por defeitos da parede abdominal, terço inferior do esterno, diafragma, pericárdio e coração”.

Essa condição médica normalmente é identificada em recém-nascidos ou mesmo em um ultrassom fetal. Em alguns casos, os bebês são encaminhados para cirurgia corretiva, a fim de evitar complicações posteriores, como a migração de órgãos abdominais ou do coração.

Não se sabe ao certo quantas pessoas apresentam essa condição, mas a Organização Nacional de Desordens Raras dos Estados Unidos estima que sejam 5,5 a cada 1 milhão de bebês nascidos com vida.

Veja o vídeo que mostra o coração de Virsaviya Borun batendo normalmente.