Cientistas desenvolvem cristal duas vezes mais resistente

O cristal desenvolvido pelo Instituto de Ciências Industriais da Universidade de Tóquio é composto por trióxido de dialumínio e pentóxido de tântalo

Tóquio – Cientistas japoneses desenvolveram um cristal duas vezes mais resistente do que o convencional, um novo avanço que poderia facilitar a criação de melhores telas para dispositivos móveis.

O cristal desenvolvido pelo Instituto de Ciências Industriais da Universidade de Tóquio é composto por trióxido de dialumínio (Ao2O3) e pentóxido de tântalo (Ta2O5), explicou nesta terça-feira à Agência Efe o professor Atsunobu Masuno, responsável do projeto.

“Este cristal, um elemento totalmente novo, tem as maiores constantes elásticas entre os cristais de óxido. Possui um módulo de elasticidade de 160 GPa, acima dos que possuem materiais como o ferro fundido 150 GPa, embora não chegue aos 200 GPa do aço”, explicou Masuno.

Para chegar a este cristal, a equipe de cientistas japoneses usou uma técnica de levitação aerodinâmica com a qual o cristal é fabricado no meio do ar graças a um gás, e que permite que os materiais se solidifiquem sem cristalizar, o que os deixa mais resistentes.

“Trata-se de um cristal ultraduro, embora não inquebrável. Poderia ser usado para criar lâminas muito finas que não se dobram graças a sua dureza”, expôs Masuno.

A equipe procura agora um método para conseguir produzir a grande escala este novo cristal e poder comercializar, mas para isso primeiro tem que desenvolver uma técnica para criar lâminas grandes, o que levará cerca de cinco anos ou mais, explicou o professor.

Segundo o cientista, seu seguinte objetivo será “criar um cristal verdadeiramente inquebrável”.