Cientistas descobrem novo planeta solitário

Astrônomos afirmaram ter encontrado um planeta solitário flutuando sozinho no espaço sem uma estrela orbitando ao seu redor

Washington – Astrônomos afirmaram ter encontrado, na quarta-feira, um planeta solitário flutuando sozinho no espaço sem uma estrela orbitando ao seu redor.

O exoplaneta gasoso, denominado PSO J318.5-22, está a “apenas” 80 anos-luz da Terra (1 ano luz=cerca de 9,5 trilhões de quilômetros) e tem uma massa seis vezes superior à de Júpiter. O planeta, que se formou 12 milhões de anos atrás, é considerado um recém-nascido entre seus pares.

“Nunca tínhamos visto um objeto flutuando sozinho no espaço similar a este. Ele tem todas as características de planetas jovens em torno de outras estrelas, mas está flutuando lá totalmente sozinho”, informou o chefe das pesquisas, Michael Liu, do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí em Manoa.

“Frequentemente me perguntava se existia um objeto solitário como este e agora nós sabemos que existem”, acrescentou.

Os cientistas, cujo estudo foi publicado no periódico Astrophysical Journal Letters, identificou o planeta a partir de sua frágil e única assinatura usando o telescópio de pesquisas de amplo espectro Pan-STARRS 1 no vulcão Haleakala, na ilha havaiana de Maui.

Eles sugeriram que o planeta recém descoberto pode ter a menor massa de todos os objetos conhecidos que flutuam livremente.

Outros telescópios no Havaí mostraram que o planeta tem propriedades similares àqueles gigantes gasosos que orbitam no entorno de estrelas jovens, mas o PSO J318.5-22 carece de uma estrela hospedeira.

Durante a década passada, cientistas descobriram cerca de mil planetas extrassolares. Mas apenas alguns destes planetas foram observados diretamente, uma vez que a maioria orbita estrelas jovens com menos de 200 milhões de anos e, por isso, brilhantes demais.

O PSO J318.5-22 “fornecerá uma visão maravilhosa do funcionamento interno de planetas gasosos gigantes como Júpiter logo após seu nascimento”, disse o co-autor do estudo, Niall Deacon, do Instituto Max Planck de Astronomia, na Alemanha.