Cientistas descobrem duas novas luas em Júpiter

Com a descoberta, número de luas do maior planea do Sistema Solar passa a ser 66

São Paulo – Foram identificadas mais duas luas na órbita de Júpiter. Os dois pequenos satélites naturais, S/2011 J1 e S/2011 J2, aumentam para 66 o número de luas do maior planeta do Sistema Solar.

A descoberta foi anunciada pelo astrônomo Scott Sheppard, do Instituto Carnegie para Ciência em Washington, nos EUA. As luas já haviam sido identificadas pela primeira vez em 27 de setembro de 2011 pelo telescópio Magellan-Baade, do Observatório Las Campanas, no Chile.

Os dois novos satélites têm apenas 1 quilômetro de extensão cada. O J1 gira a 20 milhões de quilômetros do planeta e o J2 a 23 milhões. Eles demoram 580 e 726 dias, respectivamente, para dar a volta em Júpiter. Portanto, elas são o oposto das primeiras luas do planeta, visíveis com pequenos telescópios e descobertas pelo astrônomo Galileu Galilei há mais de 400 anos.

As luas recém-descobertas orbitam Júpiter no sentido contrário ao da rotação do planeta. Dos 66 satélites do planeta, 52 possuem esta característica. Elas são consideradas satélites irregulares por girarem muito longe do planeta e terem as trajetórias muito inclinadas e pouco circulares. Por esse motivo, elas foram categorizadas no grupo de luas irregulares.

Aliás, o formato das órbitas das luas leva a crer que ambas possam ser asteroides ou pedaços de cometas capturados pela gravidade de Júpiter. Os astrônomos acreditam que existam muitas outras luas deste tamanho em volta de Júpiter.

Em breve, as luas vão receber um nome próprio. Por tradição e convenção, os satélites do sistema são batizados com nomes de amantes ou filhas do deus romano Júpiter e seu equivalente grego Zeus. Porém, para isso, a lua precisa ter passado por, no mínimo, um ano de observações.