Cientistas descobrem dois novos planetas órfãos na Via Láctea

Planetas que vagam “soltos” pela galáxia podem ser mais numerosos que as estrelas

São Paulo – Os planetas órfãos (ou interestelares) são corpos celestes que não giram em torno de estrelas, permanecendo “soltos” pela galáxia. Por alguma razão, tais planetas escaparam das cadeias gravitacionais das suas estrelas-mãe, não sendo fáceis de encontrar atualmente. Um estudo feito ao longo de vinte anos e publicado no início de novembro anunciou que uma nova técnica permitiu a descoberta de dois novos exemplares de planetas órfãos.

Conhecida como “microlente gravitacional”, a técnica foi projetada para detectar sutis variações de luz em estrelas quando outros objetos com massa passam em sua frente, alterando a curva da luz com a influência de suas gravidades por alguns dias. Os planetas órfãos, porém, mantêm essa alteração por menos de meio dia.

Sinais curtos têm registro frequente

O planeta órfão OGLE-2017-BLG-0560, com massa semelhante à de Júpiter, foi encontrado em 16 de abril de 2017. A equipe sugeriu que, devido ao curto sinal de microlente emitido por esse planeta, talvez eventos similares tenham sido perdidos em análises anteriores. O outro planeta, OGLE-2012-BLG-1323, foi descoberto por um sinal esquecido em agosto de 2012.

Até o momento, os astrônomos afirmam que os dois planetas flutuam livremente pela galáxia. Caso estejam errados e os planetas na realidade orbitem estrelas, devem estar muito longe delas, que provavelmente serão muito pequenas, uma vez que os seus efeitos não podem ser observados.

No artigo, a equipe sugere que, embora apenas alguns eventos como esses sejam conhecidos, pode haver uma grande população de pequenos planetas órfãos, mais numerosos até que a quantidade de estrelas na Via Láctea.