Cientistas descobrem como criar baterias de íons de lítio mais seguras

Pesquisadores da Universidade de Stanford utilizaram compostos químicos para impedir superaquecimento e curtos nas baterias

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Stanford descobriu uma forma de tornar as baterias de íons de lítio de última geração mais seguras usando compostos químicos. Dessa forma, o risco de acidentes como explosões ou superaquecimento de aparelhos e veículos poderia ser drasticamente reduzido.

A solução, segundo o estudo, foi adicionar dois componentes químicos ao eletrólito da bateria de metal de lítio para prevenir a formação de dendritos, alterações capazes de perfurar a barreira entre as metades da bateria causando curtos, superaquecimento ou até mesmo fogo.

Esses dendritos por sua vez, se formam porque quando os eletrodos são danificados, eles se proliferam até furar a barreira que separa o ânodo do cátodo, componentes das células do equipamento. Para impedir que isso aconteça, os pesquisadores, então, adicionaram nitrato de lítio – um conhecido aditivo para aprimorar a vida da bateria – e sulfeto de lítio, o qual tem a capacidade de quebrar o eletrodo de lítio.

Depois de fazer testes usando diferentes concentrações com os componentes, os cientistas descobriram que uma determinada dosagem formou uma espécie de tumor inofensivo entre as metades da bateria em vez de dendritos. E mais: eles conseguiram aumentar a capacidade do equipamento fazendo com que ele funcionasse com 99% a mais de eficiência, mesmo depois de 300 ciclos de carga e descarga. Já as baterias tratadas apenas com nitrato de lítio ficaram menos eficientes depois de 150 ciclos.

“Isso ainda não resolve completamente o problema com as baterias de metal de lítio, mas já é um grande passo”, afirma uma das pesquisadoras, Fiona Li. Afinal, o problema de acidentes com as baterias de metal estava impedindo a pesquisa e desenvolvimento das baterias de lítio-ar e de enxofre, as quais teriam 10 vezes mais capacidade energética do que as baterias usadas hoje em dia. Dessa forma, seria possível desenvolver novas tecnologias cada vez mais eficientes.