Cientista consegue recriar como teria sido o som do Big Bang

A partir de dados do satélite europeu Planck, físico conseguiu produzir o som que representa a grande explosão que deu origem ao universo há 14 bilhões de anos

São Paulo – Um cientista da Universidade de Washington conseguiu recriar como teria sido o som do Big Bang. Para produzir o áudio que representaria a grande explosão que deu origem ao universo há 14 bilhões de anos, o físico John Cramer utilizou dados oferecidos pelo satélite Planck, da agência espacial europeia.

A partir da chamada “radiação cósmica de fundo em micro-ondas”, uma espécie de radiação considerada pelos cientistas como um resquício do Big Bang, foi possível simular o efeito sonoro da explosão. E este efeito, explicam geofísicos, seria equivalente a terremotos de magnitude 9, o suficiente para fazer o planeta inteiro tremer.

Cramer começou a tentar recriar o som da origem do universo nos idos de 2003. Depois de reunir os dados desta radiação, que na ocasião da explosão estava sujeita a diferentes temperaturas, o físico então os inseriu em um programa que converteu estas ondas em áudio.

De acordo com o físico, na medida em que o universo resfriava e expandia, eram esticadas também as ondas da radiação, criando um som similar ao contrabaixo. E, segundo Cramer, o som acabou sendo tão “baixo” que foi necessário aumentar a frequência em 100 septilhões de vezes para que fosse audível por humanos. O resultado é uma gravação que representa o som da explosão entre 360 mil e 760 mil anos depois do início do Big Bang. Confira.