Casos de ebola diminuem na África Ocidental, mas desafios permanecem

O surto de ebola que já dura um ano na África Ocidental matou pelo menos 9 365 pessoas, entre 23 218 casos registrados na Libéria, Guiné e Serra Leoa

A África Ocidental registrou 128 novos casos confirmados de ebola na semana de 15 de fevereiro, a primeira queda em três semanas, mas a resistência em algumas comunidades ameaça os esforços para acabar com a epidemia, apontou a Organização Mundial da Saúde nesta quarta-feira (18).

A Guiné registrou 52 novos casos confirmados, seu primeiro declínio semanal desde 25 de janeiro. Serra Leoa teve 74 novos casos, dos quais 45 foram na capital, Freetown. A Libéria relatou 2 novos casos confirmados nos quatro dias até 12 de fevereiro.

Apesar dos dados encorajadores em relação a novas transmissões, agentes da saúde continuam enfrentando desafios, afirmou a OMS em seu relatório semanal.

“Os três países relataram um aumento nos incidentes de segurança relacionados com a resposta ao ebola em comparação à semana anterior”, disse o relatório, referindo-se a uma ascensão no número de ameaças e violência contra os trabalhadores de saúde.

Guiné e Serra Leoa também registraram 84 enterros em condições inseguras. Mais de 40 novos casos confirmados foram identificados por meio de testes após indivíduos morrerem na comunidade, longe de instalações de tratamento, aumentando o risco de transmissão posterior.

O surto de ebola que já dura um ano na África Ocidental matou pelo menos 9.365 pessoas, entre 23.218 casos registrados, principalmente na Libéria, Guiné e Serra Leoa.

(Reportagem de Joe Bavier)